O Programa Carnegie Mellon Portugal potenciou a criação, numa década, de 11 empresas, que atraíram mais de 61 milhões de euros de investimento de capital de risco, sobretudo estrangeiro, e geraram mais de 200 empregos qualificados.
Os dados constam num comunicado, ontem divulgado pelo programa, na data em que completa dez anos.
O Programa Carnegie Mellon Portugal, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, envolve 15 universidades portuguesas, a Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, e 120 empresas nacionais, sendo direccionado para as tecnologias de informação e comunicação.
Entre as 11 empresas recém-formadas, com a ajuda do programa, estão companhias que actuam na prevenção da fraude em pagamentos electrónicos ou na aplicação de tecnologia “Wi-Fi” (sem fios) em viaturas, para acesso à internet.
O programa apoiou cerca de 50 projectos de investigação, atraiu mais de 15 milhões de euros de co-financiamento privado e acelerou projectos de 17 equipas empreendedoras nos Estados Unidos, adianta a nota à imprensa.
Um desses projetos empreendedores é uma solução tecnológica, a partir de painéis fotovoltaicos instalados no topo de camiões, que “poupa mais de 90 por cento no consumo de diesel dos sistemas de refrigeração, reduz o ruído em 30 por cento e corta 844 quilos nas emissões mensais de dióxido de carbono por veículo”.
Outro é uma aplicação para “smartphone” (telefone inteligente) que permite “reduzir as filas de espera em hipermercados”.
O Instituto de Tecnologias Interactivas da Universidade da Madeira, criado em 2009, beneficiou do apoio do programa.
Em dez anos, o Carnegie Mellon Portugal mobilizou 370 estudantes de doutoramento e de mestrado profissional, tendo os programas de estágio de investigação e intercâmbio de docentes admitido, respectivamente, 37 alunos e 67 professores.
Lançado em 2006, o programa visa “colocar Portugal na vanguarda da ciência e da inovação, através da investigação de ponta, da excelência na formação pós-graduada e de uma ligação muito próxima com a indústria portuguesa”.
A colaboração institucional, entre o Governo português e a universidade norte-americana Carnegie Mellon, foi renovada até pelo menos 2017.
