Porque nos últimos tempos uns arautos andam a proclamar que a gestão do Município de Santa Cruz é um desastre, mesmo que não consigam depois concretizar com factos tão funesta leitura, urge colocar alguns pontos nos i’s.

Primeiro, esta declaração está contaminada por um desfasamento temporal. Penso que o que realmente querem dizer é que a gestão de Santa Cruz já foi um desastre, mas esses foram tempos idos e de má memória.

Felizmente, e para bem dos santacruzenses, conseguimos travar o desastre que tinha colocado este concelho abaixo da linha de água, com uma dívida descomunal que comprometia o investimento, que nos obrigava a aumento generalizado de impostos, que recusámos, e que colocava em risco o próprio funcionamento da Câmara Municipal.

Para desgosto de muitos dos que agora querem virar o bico ao prego, a verdade, por muito que custe ao PSD admitir, é que recuperamos em apenas três anos o que o PSD estragou em 30.

Eu sei que custa ao PSD, mas factos são factos. Pela primeira vez, em 30 anos, o Município de Santa Cruz não tem credores à porta; pela primeira vez, em 30 anos, este é um concelho de cabeça erguida, com credibilidade e dignidade; pela primeira vez, em 30 anos, cumpre-se a lei dentro desta casa e atua-se com transparência e em benefício da população.

O Orçamento da Câmara Municipal de Santa Cruz para 2017 é um documento histórico, que faz regressar este município à normalidade democrática, sem negociatas, sem dívidas por explicar, sem estratégias de favorecimento. É, além disso, um documento que permitirá já algum investimento, a devolução de 20% do IRS aos munícipes, a distribuição de manuais escolares aos alunos do 1º Ciclo, e a manutenção do IMI na taxa mínima, com reduções para as famílias com filhos.

Se isto é um desastre, penso que o PSD deve rever o seu dicionário. Desastre só se for para os que costumavam banquetear-se à mesa do orçamento municipal. Com esse desastre tive o prazer de acabar. E, como costumo dizer, se fosse hoje, fazia-o ainda com mais força.