O reitor da Universidade da Madeira (UMa), José Carmo, disse hoje, no Funchal, que a instituição não está satisfeita com os 11,5 milhões de euros disponibilizados pelo Orçamento de Estado para o seu funcionamento em 2017.
“A verba que nos é atribuída está longe de nos satisfazer”, declarou o responsável, na sessão oficial de abertura do ano letivo 2016/2017.
“Não pretendemos favores, mas achamos que o Orçamento de Estado deve cobrir uma certa percentagem dos custos de formação dos alunos”, acrescentou.
O orçamento da Universidade da Madeira e dos seus Serviços de Ação Social para 2017 ronda os 17,5 milhões de euros, dos quais 11,5 milhões provêm do Orçamento de Estado.
José Carmo vincou que o custo de formação neste estabelecimento é “superior ao da maioria das universidades”, uma vez que a sua dimensão “não permite ganhos de escala”.
O ano letivo na UMa arrancou com cerca de 3.000 alunos, tendo a instituição mantido todas as medidas de apoio, nomeadamente o fundo de emergência, no valor de 40 mil euros, para pagamento de propinas aos estudantes com dificuldades financeiras, mas que não têm acesso à Bolsa de Ação Social.
A universidade conta ainda com a colaboração de sete empresas e instituições, que disponibilizaram este ano um total de 45 bolsas de estudo.
O reitor recordou, por outro lado, que a UMa, tal como a Universidade dos Açores, não tem acesso aos fundos regionais, nomeadamente de apoio à internacionalização, ao contrário do que se passa com a maioria dos estabelecimentos de ensino superior do continente.
José Carmo assegurou, no entanto, que a instituição vai prosseguir o caminho na “senda da internacionalização e do desenvolvimento da região”.
Na cerimónia de abertura oficial do ano letivo, foi assinado um protocolo de cooperação entre a universidade e a Assembleia Legislativa da Madeira, que visa envolver elementos de ambas as instituições em palestras, seminários, conferências e outras ações de formação, no âmbito da valorização do regime autonómico.
O presidente do parlamento madeirense, Tranquada Gomes, realçou, a propósito, que a Universidade da Madeira, criada em 1988, se revelou um “parceiro estratégico” dos órgãos de governo próprio da região e muito tem contribuído para a “afirmação e consolidação” da autonomia.
“Este é o tempo das parcerias estratégicas e de aproveitar sinergias entre as diversas instituições, com vista à melhoria da qualidade de vida de todos, com especial enfoque na mobilização dos cidadãos mais jovens, a quem nos cabe incentivar e entusiasmar para a construção do futuro”, afirmou.
