‘E depois da meia idade, em que ficamos?’ deu o mote para uma palestra proferida por Maria João Beja, que se realizou hoje, marcando o regresso às aulas da Universidade Sénior de Santa Maria Maior. Pelo oitavo ano consecutivo, esta iniciativa da Junta de Freguesia local pretende dar a possibilidade dos mais velhos permanecerem activos.
Guido Gomes, presidente da Junta, referiu que a adesão a esta iniciativa tem-se mantido, sendo que este ano a aposta vai para a criação de um coro, mais uma actividade que pretende fomentar a pró-actividade dos idosos. Além deste ser um espaço de conhecimento, deverá ser também um local para partilha. O autarca referiu ao DIÁRIO que estão inscritos, de momento, cerca de 40 idosos, provenientes de diversas freguesias do concelho funchalense.
Aliás, nas palavras no Secretário da Educação, esta iniciativa é uma forma de “dar algo àqueles que já dedicaram grande parte da sua vida à sociedade”. Jorge Carvalho mostrou-se agradado por presidir à abertura de mais um ano lectivo, neste caso em concreto, de uma universidade composta por pessoas com o desejo de se manterem activas e renovarem ou ganharem conhecimentos.
Já João Beja, representante da Câmara Municipal do Funchal, reforçou o papel destas actividades para uma cidade que pretende ser “educadora”. “Estamos perante um espaço de partilha em que, ditos alunos e professores, não são mais que contadores de histórias, contadores da história da sua vida e que, neste momento de partilha, transmitem conhecimentos de forma mútua”, refere o também professor desta universidade.
A grande maioria dos docentes da Universidade Sénior dá aulas de forma voluntária, sendo que o currículo comporta desde aulas de Cidadania, a Artes Decorativas, Meditação ou até Risoterapia.

