No próximo ano e pela primeira vez, a Câmara Municipal de Santa Cruz vai devolver à população 20 por cento da parte do IRS que lhe cabe e vai distribuir gratuitamente os manuais aos alunos do primeiro ciclo do concelho. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Filipe Sousa, que esta manhã esteve em contacto com a população, à saída das missas, a quem revelou que o Orçamento camarário de 2017 mostra que “já não tem credores à porta”.
No entender do autarca do JPP, o Orçamento é “histórico pois é o primeiro, ao fim de 40 anos, que espelha um município que recuperou a credibilidade e a dignidade” e mostra que “recuperou em três anos o que o PSD estragou em quarenta anos”. Porque a recuperação das contas já o permite, o presidente da Câmara pretende intensificar o programa social, que foi o compromisso que estabeleceu com a população: “Tal como uma família que tem muitas dívidas não pode sair à rua, também a Câmara de Santa Cruz estava com esse problema. Agora, contudo, e com a vossa ajuda e compreensão, podemos andar de cabeça erguida e devolver à população o que prometemos”.
Por outro lado, Filipe Sousa fez um alerta “para as manobras que tentam denegrir o trabalho feito”. Disse, por exemplo, que “na televisão o Presidente do Governo tinha catalogado a gestão da autarquia de desastrosa, mas que, quando questionado pelo jornalista, apenas foi capaz de revelar que alguns passeios estavam cheios de ervas”. Ora Filipe Sousa entende que “os passeios que preocupam o PSD não são os caminhos por onde o povo passeia, mas sim as negociatas a que a atual gestão pôs termo, e que permitia que muitos passeassem à conta do orçamento municipal”.
A este propósito, deu o exemplo da Quinta Escuna, um “negócio ruinoso que conseguiu travar e que iria lesar o município em 32 milhões de euros, quase o valor de 34 milhões que o Santander está agora a executar ao dono da referida quinta e que é um destacado militante do PSD”.

