O Governo da Madeira pretende criar uma rede de casas de abrigo em toda a região, que vai disponibilizar a custos reduzidos à população para curtos períodos de lazer, disse hoje o presidente do executivo.

“A ideia é ter, a médio prazo, uma rede em toda a ilha desta disponibilidade de alojamento”, afirmou Miguel Albuquerque durante a visita à casa de abrigo do Montado do Pereiro, nas serras de Santa Cruz, que foi recuperada para usufruto da população.

O governante salientou que o executivo decidiu “introduzir este conceito, porque tem a consciência de que há muitas pessoas que não têm rendimentos para usufruir de férias em hotéis”.

O chefe do executivo apontou que a ideia é criar uma rede, incluindo “algumas das antigas casas florestais que não tinham utilização”, que estão a ser recuperadas e mobiladas para permitir às pessoas o “usufruto de momentos de lazer”, sendo cedidas a um preço simbólico (25 euros/dia).

A casa do Montado do Pereiro é o terceiro imóvel a ser intervencionado -- já foram recuperadas a Casa do Lombo do Mouro (concelho da Ribeira Brava, na zona oeste da Madeira) e a do Pico Branco (na ilha do Porto Santo).

Miguel Albuquerque salientou que, com esta medida, o Governo madeirense não pretende “fazer concorrência ao turismo rural, mas prestar um serviço social para algumas pessoas”.

O responsável referiu que algumas das casas propriedade da Região - como as de férias que eram usadas por elementos do anterior executivo no Porto Santo - “já foram concessionadas”, mas, destacou, “esta rede tem função iminentemente social, de recreio, lazer e curtas férias para população que não tem disponibilidade de fazer férias na natureza”.

A secretária do Ambiente e Recursos Naturais do arquipélago, Susana Prada, complementou que as pessoas podem fazer a sua inscrição na plataforma do Instituto das Florestas da Madeira para utilizar as casas, mencionando que, até final do mandato, o Governo Regional pretende disponibilizar “cerca de uma dúzia” destas habitações.

A responsável indicou que o regulamento determina que o período máximo de permanência é de três dias e que a pessoa só pode fazer a requisição da mesma casa uma vez por ano.

Também salientou que as recuperações estão a ser efetuadas com “meios próprios” do executivo.

“A título de curiosidade, os sofás na casa do Lombo do Mouro eram os que estavam na sala do plenário na Quinta Vigia [Presidência do Governo da Madeira, durante o anterior executivo, liderado por Alberto João Jardim], que não eram necessários”, concluiu Miguel Albuquerque.