O Sr. “João Maria”, neste espaço de participação do leitor, deixa alguns reparos à organização do Torneio de Trapalhanças que aconteceu na manhã do passado sábado, dia 15 de outubro, no Estádio de Câmara de Lobos, numa organização conjunta do Centro Social e Desportivo de Câmara de Lobos e da Associação de Futebol da Madeira e que da nossa parte merece a seguinte análise. Em primeiro lugar relevo o facto do referido senhor ter considerado esta organização, das melhores que presenciou até hoje.
Quanto à “falta de calo dos árbitros mais novinhos” que provoca ânimos quentes, lamentamos informar, porque verificamos com alguma frequência, da parte de alguns encarregados de educação, muita intolerância relativamente à prestação dos mesmos, mais parecendo que já vêm de casa com os “ânimos quentes”. Este tipo de evento está vocacionado para a formação futebolística dos mais jovens, onde naturalmente se incluem os jovens candidatos a futuros árbitros, exercício de actividade nobre muitas vezes pouco reconhecida e injustiçada.
Uma organização como esta obriga a uma grande logística e a esforços acrescidos da parte de quem organiza, e aqui aproveito para publicamente reconhecer e agradecer a todos os que de alguma forma contribuíram para o sucesso do mesmo.
Não é responsabilidade do Clube nem da organização fornecer lanches aos participantes neste tipo de evento, que contou com cerca de 300 participantes, a exemplo do que também acontece com outras organizações idênticas nos vários campos desta Região e seria importante que os pais não se demitam das suas responsabilidades.
Quanto à gestão do dinheiro, este Clube assim como os outros estão obrigados a prestar contas públicas perante as entidades e em dez anos de exercício à frente da direção, foram sempre as contas de gerência aprovadas por unanimidade por quem de direito.
Os Clubes que dedicam especial atenção à formação de jovens, onde naturalmente se incluí o Câmara de Lobos, como facilmente se verifica pelo elevado número de atletas inscritos (mais de 200), é a todos níveis meritório e deveria merecer o reconhecimento de todos os intervenientes. O valor que os encarregados de educação pagam mensalmente, por sinal inferior neste Clube aos valores praticados por outros, não cobre nem de perto nem de longe os elevados custos que acarretam esta actividade.
Finalmente quanto à sugestão “se quisermos entrar na história”, a verdade é que se existem Clubes na Região que já estão na história em matéria de formação de jovens futebolistas, o Centro Social e Desportivo de Câmara de Lobos é reconhecidamente um deles.
Higino Teles
Presidente da Direção CSD Câmara de Lobos