Tem mantido um ‘low profile’ desde que deixou a presidência da Região e foi hoje o convidado da tertúlia do Conselho Cultural da UMa e para falar sobre ‘Autonomias: Que Caminhos? Que futuro?’
Alberto João Jardim no início da tertúlia prometeu que não faria “aqueles discursos de 2 horas como fazia no Parlamento Regional”, mas antes da conferência falou aos jornalistas sobre a sua opinião nas questões de autonomia.
Assume-se como um federalista, como já é conhecido, não apenas em relação aos arquipélagos, mas em todo o país. “Quando vêm dizer-me que Portugal é muito pequeno para ser um Estado federado, digo: a Suíça é mais pequena do que nós e o modelo confederado deu resultados”, justifica Jardim, defendendo a revisão da Constituição da República e a implantação de um Estado federado em Portugal.
O orador convidado mostrou-se convicto de que “o federalismo será uma maneira de sair daquilo que se tem vivido, que é sempre uma Lisboa macrocéfala”. E expressou ainda: “Se querem continuar com esta constituição, tirem-me daqui.”
Sobre a autonomia nos dias de hoje, Alberto João Jardim admite haver menos autonomia devido às políticas de austeridade da União Europeia. “Estas políticas de austeridade levaram a um maior centralismo do Estado portanto, a autonomia está, assim por dizer, mais constrangida”, considerou. “Tal como estão as centralizações políticas em todos os países europeus sobretudo depois das políticas de austeridade da União Europeia.”
