O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, reafirmou hoje, no Funchal, que não vai privatizar a empresa pública de transporte rodoviário de passageiros Horários do Funchal e prometeu uma política vocacionada para a modernização do sector.

“A Horários do Funchal continuará a ser uma empresa pública para prestação de serviço público à população da nossa cidade”, disse Miguel Albuquerque, durante a apresentação de quatro novos autocarros, concebidos para circular exclusivamente nas zonas altas do concelho.

O chefe do executivo lembrou que a manutenção da empresa no domínio público foi um compromisso assumido antes das eleições regionais de 2015 e que tenciona cumpri-lo até ao fim do seu mandato.

“Em segundo lugar, a nossa política vai ser uma política vocacionada para a modernização e o apoio ao transporte público de passageiros”, afiançou Miguel Albuquerque, recordando que o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro, a que a região autónoma esteve sujeita entre 2012 e 2015, limitou a capacidade de investimento na Horários do Funchal.

Os quatro novos autocarros representam um investimento de 670 mil euros, com recurso a crédito bancário, e têm como público-alvo as populações residentes nas zonas altas do Funchal, onde só em 2015 foram transportados 395 mil passageiros.

“Estes autocarros Volvo FL 4X4 vão substituir os já cansados Mercedes 4X4, que durante 24 anos serviram com dignidade aquela zona periférica da cidade”, explicou o administrador da Horários do Funchal Alejandro Gonçalves, vincando que as particularidades orográficas da área, bem como os caminhos estreitos, obrigam a que os autocarros tenham características “muito peculiares”.

Alejandro Gonçalves salientou que a aquisição das viaturas marca a “retoma do processo de renovação da frota”, que foi interrompido em 2009 devido às limitações financeiras impostas pela crise económica e, depois, pelas restrições financeiras impostas pelo Plano de Ajustamento Económico e Financeiro.

“A Horários do Funchal vai continuar o esforço de redução da idade média da frota, que já conta com 18 anos, e para isso tem um plano de substituição de autocarros que prevê a aquisição de cinco novas viaturas por ano, se as condições financeiras assim o permitirem”, afirmou.