O secretário-geral do Juntos Pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, disse hoje que o PS Madeira “defraudou” os madeirenses, ao não incluir no Orçamento de Estado para 2017 o novo hospital do Funchal.

“No que toca ao compromisso para a construção do novo hospital da Madeira, uma vez mais a promessa do PS, sufragada pela população, foi defraudada”, realçou o secretário-geral, no final da reunião do Secretariado Nacional do partido.

O presidente do PS Madeira, Carlos Pereira, anunciou, por várias vezes, que o Governo da República já manifestara o compromisso de apoiar a construção daquela nova unidade de saúde da Região.

“É uma situação que demonstra que o PS da Madeira é fácil em anunciar e muito difícil em cumprir a palavra que foi dada à população”, vincou.

Para o JPP, as responsabilidades “caiem no deputado Carlos Pereira [líder do PS/M] que, neste caso em particular, tem sido, em nosso entender, mais uma espécie de falso representante das promessas que sufragou aos madeirenses e portossantenses, prometendo o sol e, infelizmente, está a vir a chuva”.

A 23 de março, naquela que foi a primeira viagem oficial de António Costa, como primeiro-ministro, à Madeira, o governante destacou que o executivo “está bem ciente da importância” desta nova unidade de saúde para a Região.

Acrescentou, na altura, que aguardava que o governo madeirense concluísse e apresentasse “o trabalho de elaboração e revisão do projeto”, de modo a que pudesse ser formulada “a candidatura em junho”, a projeto de “interesse comum”.

“Vamos fazer um esforço conjunto para analisar a melhor forma de termos condições para assegurar a realização desta obra”, declarou então, salientando não haver “dúvidas sobre a necessidade” do hospital, mas haver “limitações” financeiras, tanto por parte da Região como da República, adiantando no entanto que, “juntos”, seria possível “encontrar uma boa forma de cooperar”.

A 25 de junho, no âmbito da iniciativa “O estado da saúde da Região”, promovida pelo Conselho Estratégico do PS Madeira, o presidente do partido na Região, Carlos Pereira, lembrou que os socialistas já tinham garantido o cofinanciamento do hospital, e o princípio da reciprocidade no âmbito do qual os doentes da Madeira no continente e os do continente na Madeira não têm de pagar quando recorrem às respetivas unidades de saúde e à extensão da Linha Saúde 24 à região.

Carlos Pereira, na campanha para as eleições legislativas nacionais, sempre sublinhou que o PS era o partido melhor posicionado para concretizar a construção do novo hospital.

A 29 de junho, o Governo Regional entregou no Ministério das Finanças a candidatura do novo hospital do Funchal a projeto de interesse comum.

O novo hospital, de acordo com a candidatura, representará um investimento de 340 milhões de euros, ficará implantado num terreno em Santa Rita, com uma área de 160 mil metros quadrados, e disporá 558 camas, 70 das quais de cuidados intermédios e intensivos.