O Ministério Público (MP) venezuelano formalizou a acusação contra um dos cinco indivíduos suspeitos de terem sequestrado, assassinado e esquartejado um comerciante madeirense de 40 anos de idade, em 2014, em Caracas.

Segundo o texto da acusação do MP, Nidio Quiroz, de 28 anos, cometeu os delitos de homicídio qualificado por motivo fútil, sequestro agravado e roubo agravado, associação criminosa e agressões aos empregados da vítima.

Por outro lado, o MP solicita que o acusado, - que foi capturado em 2015 na Colômbia e extraditado para a Venezuela -, seja submetido a julgamento e que permaneça detido numa cela do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cicpc, antiga Polícia Técnica Judiciária) em El Rosal, no leste de Caracas.

Pelo mesmo caso foram detidos Yanfranco Salas Zambrano (32 anos), Michael Graterol Reyes (28), Joscan Hernández Villarroel (26) y Jordain Díaz Novoa (23), que foram capturados pelas autoridades em setembro de 2014, durante uma “rusga surpresa” no bairro Gramoven de Cátia (oeste de Caracas), na qual outros três criminosos morreram em confrontos com a polícia.

Os suspeitos permanecem detidos no Centro Penitenciário de Arágua (Tocorón), a oeste de Caracas, e no Internado Judicial Región Capital Rodeo II, em Guatire, a leste da capital.

A 8 de julho de 2014, o comerciante português José Enrique Maia Sardinha, de 40 anos, foi sequestrado por vários homens armados quando chegava à padaria “El Arabito”, da qual era proprietário, em Cátia, acompanhado por dois empregados que foram agredidos.

Quatro dias depois, as autoridades encontraram uma cabeça e as mãos de um homem nas proximidades do Mercado de San Martín, confirmando mais tarde tratarem-se de partes do corpo do comerciante português, que era filho de emigrantes naturais do Porto Moniz, Madeira.

A 21 julho as autoridades venezuelanas anunciaram a detenção de duas mulheres e afirmaram estar à procura de quatro homens também suspeitos de envolvimento no sequestro do comerciante português.

O cruzamento de telefonemas terá permitido estabelecer a alegada participação no sequestro de dois motoristas, empregados que distribuíam o pão da padaria da vítima a supermercados de Caracas.

Segundo fontes da comunidade portuguesa local, a família da vítima teria optado por deixar a Venezuela e fixar residência em Portugal.