De acordo com um estudo feito pela Microsoft Research, em parceria com a Universidade de Stanford, jogar Pokémon Go é benéfico para a saúde pública.
Isto acontece porque a aplicação ‘obriga’ os jogadores a praticarem exercício físico para irem à ‘caça’ de Pokémons, contrariando as tendências da maior parte dos videojogos que implicam que o jogador fique sentado durante horas a fio à frente de um ecrã.
Para a concretização do estudo, foram analisadas 32.000 pessoas entre Julho e Agosto do verão passado, nos Estados Unidos. Os participantes tiveram de utilizar a Microsoft Band, uma espécie de pulseira que regista a actividade física.
Os investigadores descobriram que a prática deste jogo acrescentou um total de 144 mil milhões de passos diários colectivamente. Por cada jogador, equivale a uma média de 192 passos extra, por dia.
Os pesquisadores acrescentam, ainda, que se assumirmos que os jogadores (com idades entre os 15 e os 49 anos) vão continuar com a prática do jogo continuamente, “poderá resultar em 41,4 dias de expectativa de vida adicional”.
A questão que se coloca é que, embora o jogo tenha tido um ‘boom’ de utilizadores, os números já estão a começar a cair, como se se tratasse de uma moda passageira. Em meados de Julho, o número de jogadores de Pokémon Go caiu consideravelmente (cerca de 10 milhões). Por isso, os investigadores alertam que a aplicação só poderá contribuir para a saúde geral da população se os níveis de uso continuarem altos e se os actuais jogadores não perderem o ritmo de actividade no jogo.
