João Paulo Velez (Comunicação Externa Institucional do Santander) Vimos reportar-nos ao artigo de opinião assinado pelo vosso colaborador António Cunha Vaz na edição de 7 de Janeiro, o qual transmite informações totalmente incorretas quanto à aquisição de ativos e passivos do Banif pelo Banco Santander Totta.
Nele se afirma, nomeadamente, que “o Santander só pagou 150 milhões pelo Banif” e que “recebeu como contrapartida 2.255 mil milhões de euros, em dinheiro”.
Esta grave afirmação é destituída de qualquer fundamento. Como sublinha a Comissão Europeia, no seu comunicado de 21 de Dezembro, “nenhuma ajuda foi garantida no processo de venda ao comprador Banco Santander Totta”, o qual não adquiriu o Banif mas sim uma parte substancial dos seus ativos e passivos. Os 2250 milhões de euros colocados pelo Estado no Banif, e que constituem um encargo para os contribuintes, antecederam a venda de ativos e passivos, e não revertem, de forma alguma, para o Santander Totta. Mesmo assim, esse valor deve ser contrastado com os custos quatro vezes superiores da alternativa que era a liquidação do Banif, referidos, a este propósito, em declarações do Senhor Ministro das Finanças, em 23 de Dezembro, que citamos: “A sua liquidação (do Banif) tinha um custo que pode ser avaliado de duas formas. Olhamos para o ativo e constatamos que são dez mil milhões de euros o ativo do Banif. Pois essa era a perda económica que estaria associada à sua liquidação”. E acrescentou: “Olhamos para aquilo que era perdido no momento da liquidação e víamos cinco mil milhões de euros de depósitos, 1,1 mil milhões de euros investidos no banco, 1,2 mil milhões de euros na componente dos credores, para além de 1600 postos de trabalho, mais os efeitos dinâmicos que se registariam sobre as economias regionais da Madeira e dos Açores”.
Esperamos que perante a gravidade das afirmações feitas, este esclarecimento, cuja publicação agradecemos, possa servir para um mais correto entendimento deste processo.