
Ver Marcelo Rebelo de Sousa a fazer um esforço digno do Guiness para tentar tornar sério um debate em que enfrentaria um senhor que saiu logo no início, um psicólogo com uns óculos engraçados e que tenta ter piada sem conseguir e o famoso Tino de Rans, valeu pelo início do ano. Foi de gargalhada. Nem Herman nos seus bons tempos faria melhor.
Foi nisto em que se transformaram as eleições presidenciais que vão acontecer antes do fim do mês. Um número de circo que pouco irá dignificar a democracia.
É fácil dizer que todos têm o direito de se candidatar, é verdade, mas na maioria dos casos poderiam ter feito como aquela senhora que disse que perdeu as assinaturas nos temporais dos Açores e abandonou a corrida. Era mais digno e a Democracia agradecia.
Pode ter muita piada ouvir o Tino a contar as suas aventuras tipo Big Brother ou outras loucuras, essas mais perigosas, de candidatos que não fazem a mínima ideia do que estão a falar mas, no fim, é triste.
E a culpa até nem é deles, é de quem dá pouco valor a um direito de voto que tanto custou a ganhar. É culpa daqueles milhares que vão brincar às eleições e garantir que nas próximas vamos ter mais Tiriricas a concorrer e a garantir que “pior do que está... fica”.
Independentemente da quantidade e qualidade de pretendentes ao cargo de Presidente da República, a opção das televisões para os debates é uma vergonha ainda maior. Não tem outra classificação. Estratificar candidatos em função das sondagens é, no mínimo, ridículo. Contraria todos os princípios democráticos e a decisão de abandonar o estúdio daquele senhor de que não me lembro o nome, acabou por ser a mais acertada.