António Carneiro Em resposta ao conteúdo publicado nas Cartas do Leitor e firmado por João Figueira e por indirectamente aludir à minha pessoa, venho clarificar a sua narração deturpada dos factos por si citados. No dia 24, pelas 02H00, não reclamei a presença da PSP no Largo das Torneiras – Funchal, pelo simples facto de me encontrar ausente. E quando apelo à PSP, compareço presencialmente e dou a cara à reclamação, não me resguardando anonimamente e cobardemente num telefonema à PSP. Apenas por duas vezes, solicitei a PSP no estabelecimento a que alude: - Numa pretensa inauguração, em que às 03H00, não conseguia descansar e no dia 23 do corrente mês de Dezembro e ano, pelas 08H00, por não poder circular a pé no citado Largo devido ao mesmo ter sido interditado por uma prematura colocação de balcão alusivo à Festa do Mercado e que apenas poderia ser colocado legalmente ao fim da tarde desse dia. Vergonhoso foi ter de suportar na noite anterior até às 02H00, o martelar na construção do referido balcão. Vergonhoso é ter de suportar o barulho que emana da esplanada do citado estabelecimento. Vergonhoso é ver a fiscalização camarária na Rua Fernão Ornelas atrás das senhoras de idade a vender plantas de chás e não ver essa fiscalização no cumprimento de horários de funcionamento e na restituição do espaço público que é ocupado por esplanadas 365 dias por ano e nas 24 horas de cada dia, quando o regulamento camarário impõe que essas esplanadas funcionem durante o período de funcionamento do estabelecimento e sejam arrumadas quando o mesmo encerra… Quanto à ligação à PSP, ela mantém-se, sou um assalariado da mesma. Na minha qualidade de cidadão tenho o direito de a reclamar quando os meus direitos cívicos são afectados. Quanto às amizades extras, elas são promovidas pelo explorador do estabelecimento que gentilmente oferece umas garrafinhas de água e uns cafés aos agentes que por ali passam quando estão nos variados serviços que a PSP presta à comunidade, pelo que existe uma sã convivência entre a PSP e o estabelecimento em causa. No tocante às eventuais ameaças, as pessoas ameaçadas têm no Tribunal, a possibilidade de se queixarem. Quanto a averiguações a meu respeito, posso poupá-lo a incomodar o SIS, vivo do meu ordenado que é pago pelo MAI e não ocupo nenhuma casa cedida pelo GR. Igualmente não tenho familiares que dependam do GR da Madeira. Espero não ter que vir outra vez a esta tribuna porque senão terei que revelar outras irregularidades referentes ao estabelecimento que o Senhor João Figueira veio defender publicamente. Um bom ano e espero que fique esclarecido o dito e quem leu a carta que o mesmo remeteu e foi publicado neste jornal.