Na alvorada de um Novo Ano, abordarei um tema atual e nada fácil que constitui uma enorme preocupação do Homem de hoje -O Meio Ambiente. Tem sido uma corrida contra o tempo, e a favor do Ambiente, que alguns decisores políticos e gestores regionais têm-se empenhado para as possíveis soluções que enfrentam diáriamente nos diversos setores de natureza ambiental. Sensibilizar e estar consciente para os efeitos das mudanças climáticas que se vão registando ,tendo em conta as alterações de temperaturas, o frio, por vezes, mais intenso, e o calor castigando a Região com estiagens. A irregularidade do índice de pluviosidade e distribuição das chuvas provocou já, como todos sabemos, cheias súbitas e traiçoeiras. É um imperativo de consciência política, social e económica dar a conhecer a dimensão atual dos reais problemas que afetam a Região, e neste particular, do nosso clima, dos nossos recursos naturais: a água, o mar e a floresta. Um grande filósofo contemporâneo espanhol Fernando Salvater refere que “ O Universo não tem livro de reclamações, de uma forma corajosa, para que todos nós consigamos perceber que só temos uma Terra ou tomamos medidas, agora ou será demasiado tarde.” As reservas de água doce são cada vez consideradas mais escassas e descuidamo-nos em gastos desnecessários e exagerados. Este é o 3º inverno mais seco dos últimos 150 anos. A utilização da água de rega, muita das vezes, na origem de muitos conflitos e de reclamações, são exemplos da necessidade de uma política muito cuidada da gestão dos recursos hídricos. A sua manutenção, a biodiversidade e a sua valorização em determinadas zonas da fauna e da flora, devem ser protegidas e salvaguardados pelo património genético que encerra e valorizar o uso sustentado dos recursos existentes. Referimo-nos ao mar. Há exemplos flagrantes noutros países, e já estão a surgir na nossa Região, que o Homem não pode continuar a intensificar a sua atividade, aumentando constantemente as capturas sem pôr em sério perigo a produtividade do mar. Compreender e aceitar que o mar não é uma fonte inesgotável, é saber respeitar as normas que regem estes princípios de sobrevivência, para que as novas gerações possam usufruir da qualidade e da quantidade das riquezas do nosso mar. Na floresta a sua total vigilância na época dos incêndios. É urgente uma legislação, que regularize a sua limpeza e a manutenção deste valioso património Regional. O afastamento do gado da serra das áreas de reserva de vegetação e de reflorestação, são medidas que urge continuar levar em frente, com coragem, em benefício de todos os habitantes desta Região. Em relação aos resíduos domésticos tóxicos e perigosos, há uma necessidade de prevenir, acima de tudo, tomar medidas de redução e colocá-los nos lugares certos, longe das linhas de água e do mar. O respeito pelo Ambiente é um alto desafio sustentável o caminho possível e desejável. O Papa Francisco como o grande obreiro de uma vida mais justa, considera na sua Encíclica - Laudato Si…” que o Ambiente é um bem de primeira necessidade que é urgente preservar e lutar para o futuro da Humanidade. Uma especial gratidão é devida àqueles que lutam, com vigor, por resolver as dramáticas consequências de degradação ambiental na vida dos mais pobres do mundo…” Teremos de neste Novo Ano ir ao encontro de soluções e de esperanças coletivas para que todos possamos a partir, da nossa cultura, experiência, iniciativas, capacidades, contribuir para um futuro melhor Feliz Ano com um bom Ambiente.

Belarmino Rodrigues