É uma verdadeira vergonha e estas pessoas não deveriam sair impunes Confesso que foi com enorme surpresa que li o artigo de um médico anestesista, da nossa terra, a criticar o SNS e algumas situações que abalam o nosso sistema de saúde. Devo dizer que por um lado fiquei contente, pois foi um médico a faze-lo, porque saberá mais do que ninguém, o que sofre o comum cidadão, que não sendo rico dificilmente poderá recorrer ao privado, onde eventualmente poderá ter alguns cuidados de saúde de melhor qualidade. Tal como o sr. Doutor, também eu e centenas de outros pais não puderam ministrar as vacinas no tempo devido, aos seus filhos, porque estas não estavam disponíveis nos centros de saúde e como saberá também, este é um problema recorrente. Mas se por um lado fala das dificuldades, por falta de recursos em poder prestar um serviço de qualidade, por outro fala igualmente da baixa de salário que sofreu. Se no passado os Srs. Doutores receberam milhares à custa de muito do que se “sabe”….. parece que os novos não tiveram a mesma “sorte” e são “iguais” a tantos outros profissionais na função publica, que não têm regalias e viram muitos dos seus direitos e conquistas laborais retiradas. É verdade que os profissionais de saúde não estão isentos de taxas moderadoras, mas não é menos verdade que os profissionais de educação não estão isentos de pagarem despesas de educação, os profissionais do turismo não estão isentos de terem de pagar as suas viagens, os profissionais de segurança não estão isentos de responsabilidades criminais, os profissionais da EEM não estão isentos de pagarem eletricidade ….. Pois é… não há vantagens para ninguém. Este é o mundo atual e real. Mas as denúncias do Sr. Dr. são particularmente preocupantes, pois com a saúde não se brinca e esta deverá estar acima de qualquer “engenharia” financeira de poupança. Falta de equipamentos e medicamentos é uma situação realmente grave. O sistema regional de saúde já à algum tempo que se encontra “doente”, disso todos sabemos, talvez por isso tive pena que Manuel Brito não tivesse ficado no governo e posto em prática as suas ideias, pois sei o que pensava e o que queria para a população da Madeira e para os profissionais de saúde…QUALIDADE. Quero, no entanto, acreditar que o seu sucessor terá a mesma vontade. Outro ponto focado são as altas problemáticas. Este é um problema social que o governo terá de olhar com especial atenção , mas acima de tudo, esta é uma mancha na sociedade madeirense pois mostra a forma como as famílias descartam e abandonam os seus idosos. É uma verdadeira vergonha e estas pessoas não deveriam sair impunes, até porque muitas vezes estão a receber as reformas destes velhinhos . Muito mais ficou por dizer…mas o espaço não permite. P.S. - Ao longo de toda a minha carreira politica e como simples cidadã, coloquei a intervenção em torno da violência doméstica como central na minha ação. Mais uma vez abordei o tema em Dezembro neste espaço de opinião, desde então morreram várias mulheres em Portugal, inclusivamente no Porto Santo… até quando se continuará a proteger os agressores??? É preciso mudar já de políticas e visão em torno desta questão. Sara André

É uma verdadeira vergonha e estas pessoas não deveriam sair impunes

Confesso que foi com enorme surpresa que li o artigo de um médico anestesista, da nossa terra, a criticar o SNS e algumas situações que abalam o nosso sistema de saúde. Devo dizer que por um lado fiquei contente, pois foi um médico a faze-lo, porque saberá mais do que ninguém, o que sofre o comum cidadão, que não sendo rico dificilmente poderá recorrer ao privado, onde eventualmente poderá ter alguns cuidados de saúde de melhor qualidade. Tal como o sr. Doutor, também eu e centenas de outros pais não puderam ministrar as vacinas no tempo devido, aos seus filhos, porque estas não estavam disponíveis nos centros de saúde e como saberá também, este é um problema recorrente. Mas se por um lado fala das dificuldades, por falta de recursos em poder prestar um serviço de qualidade, por outro fala igualmente da baixa de salário que sofreu. Se no passado os Srs. Doutores receberam milhares à custa de muito do que se “sabe”….. parece que os novos não tiveram a mesma “sorte” e são “iguais” a tantos outros profissionais na função publica, que não têm regalias e viram muitos dos seus direitos e conquistas laborais retiradas. É verdade que os profissionais de saúde não estão isentos de taxas moderadoras, mas não é menos verdade que os profissionais de educação não estão isentos de pagarem despesas de educação, os profissionais do turismo não estão isentos de terem de pagar as suas viagens, os profissionais de segurança não estão isentos de responsabilidades criminais, os profissionais da EEM não estão isentos de pagarem eletricidade ….. Pois é… não há vantagens para ninguém. Este é o mundo atual e real. Mas as denúncias do Sr. Dr. são particularmente preocupantes, pois com a saúde não se brinca e esta deverá estar acima de qualquer “engenharia” financeira de poupança. Falta de equipamentos e medicamentos é uma situação realmente grave. O sistema regional de saúde já à algum tempo que se encontra “doente”, disso todos sabemos, talvez por isso tive pena que Manuel Brito não tivesse ficado no governo e posto em prática as suas ideias, pois sei o que pensava e o que queria para a população da Madeira e para os profissionais de saúde…QUALIDADE. Quero, no entanto, acreditar que o seu sucessor terá a mesma vontade. Outro ponto focado são as altas problemáticas. Este é um problema social que o governo terá de olhar com especial atenção , mas acima de tudo, esta é uma mancha na sociedade madeirense pois mostra a forma como as famílias descartam e abandonam os seus idosos. É uma verdadeira vergonha e estas pessoas não deveriam sair impunes, até porque muitas vezes estão a receber as reformas destes velhinhos . Muito mais ficou por dizer…mas o espaço não permite. P.S. - Ao longo de toda a minha carreira politica e como simples cidadã, coloquei a intervenção em torno da violência doméstica como central na minha ação. Mais uma vez abordei o tema em Dezembro neste espaço de opinião, desde então morreram várias mulheres em Portugal, inclusivamente no Porto Santo… até quando se continuará a proteger os agressores??? É preciso mudar já de políticas e visão em torno desta questão.

Sara André