Rui Camisanova Gostava de aqui mostrar as contas do espectáculo do nosso cada vez mais fraco fogo-de-artifício do fim do ano. Veio escrito no DIÁRIO de Notícias que iam ser disparadas 129 mil e qualquer coisa peças de fogo, a dividir por 38 postos, incluindo o Porto Santo, o que daria a módica quantia de mais ou menos 3.400 peças por posto; ou seja 425 peças a sair em cada posto por minuto, tempo de duração do espectáculo, o que daria 7 peças a sair em cada posto por cada um dos 480 segundos de duração do espectáculo. Ora isto seria digno de ser chamado o inferno em fogo-de-artifício.
Mais: se fossem queimadas 3 peças por segundo, teríamos um espectáculo de cerca de 17 minutos, ou seja, mais dobro do que foi realmente feito e isto já era estrondoso e não existe. Pior são ainda os valores do espectáculo que com esta quantidade de material e ao preço médio de 5 euros/peça daria qualquer coisa como 645.000 euros; os custos de logística teriam de ser na ordem dos 215.000 euros; como foi também dito trabalharam no espectáculo 350 pessoas a 50 euros por dia, vezes 15 dias temos 275.000 euros em pessoal, fora transportes, aluguer da GAG2, estadias, areeiras, licenças e toda a restante logística.
É uma questão que deixo a quem de direito. Nas minhas estúpidas contas, a empresa tem grande prejuízo ou não vou afirmar o mesmo do ano passado porque o senhor fica ofendido, tipo uma virgem, mas uma coisa é certa: contra factos não há argumentos. Só espero que haja o bom senso de se pedir a alguém, que perceba alguma coisa disto, para que no futuro quem promete cumpra. Deixo esta carta à consideração de todos os madeirenses.