Juvenal Rodrigues Estas sondagens diárias parecem ser uma grande treta, ou para aumentar o “share” nas estações televisivas ou para vender jornais ou simplesmente baralhar ainda mais a cabeça dos portugueses aproveitando-se das legítimas dúvidas em relação aos políticos e à própria política. Se eu recebesse em casa um telefonema para uma sondagem a minha tendência seria alinhar no “jogo” das constantes subidas e descidas, contribuindo para a “brincadeira” mas sem demonstrar qual a minha verdadeira intenção de voto. Em primeiro lugar custa-me acreditar que a coligação de P. Coelho e P. Portas consiga ganhar as eleições depois do mal que fizeram aos portugueses, das promessas feitas e não cumpridas, das constantes mentiras (reconhecidas) durante estes 4 anos, de cortar salários e pensões sem dó nem piedade e de vender Portugal aos bocadinhos, tudo em nome do pagamento de uma dívida que ainda se agravou devido às grandes negociatas que ela envolve. Mas, se estas sondagens tiverem o mínimo de credibilidade e a PàF ganhar não sei como irão os portugueses aguentar mais 4 anos de miséria. Em segundo lugar temos uma estimativa eleitoral de difícil compreensão para quem se dá ao trabalho de fazer contas. PàF 42%, PS; 35%, CDU 8%, BE 7% e outros, 4%, totalizando 92%. Isto quer dizer que os 8% que faltam para os 100% (sondagem de 25 setembro) são os abstencionistas? Mas todos nós sabemos que a média de abstenção em Portugal e Regiões autónomas têm se situado próximo dos 50%! Algo não bate certo nestas sondagens e penso que apenas no dia 4 outubro se saberá se os portugueses querem continuar com esta terrível austeridade ou se querem torná-la um pouco mais suave. Como já alguém disse esta dívida é para se ir pagando por isso não vale a pena fazer de Portugal um país de pedintes em nome de uma dívida que jamais será paga devido aos sucessivos erros políticos acumulados ao longo dos anos.