É incontornável o tema da construção do novo hospital da Madeira e, por essa razão, o CDS, embora concorrendo sozinho na Região, conseguiu que no programa da coligação nacional estivesse bem claro o compromisso de ser esta uma prioridade do próximo governo para o sector da saúde. Ao invés, o candidato António Costa, não tem uma única palavra no seu programa de governo relativamente à construção desta nova unidade de saúde na Madeira! Porque será? Carlos Pereira não tem resposta, mas também não a iria ter, pois António Costa não passa cartão ao PS regional, após o episódio da candidatura regional. É caso para se equacionar o espírito autonómico do putativo candidato socialista a primeiro-ministro que, perdendo as eleições como se prevê, voltará à Câmara de Lisboa, pois não está disponível para ser apenas deputado! Na verdade, a derrota de António Costa nas próximas eleições de Outubro terá como consequência o seu afastamento da liderança do partido socialista e, eventualmente, o regresso de José Seguro ao leme do partido, lugar que lhe foi retirado “à traição” usando uma expressão dos próprios seguristas! Podemos afirmar, sem rodeios, que Costa não é seguro nem de confiança! Isto porquê? Em primeiro lugar, usou e abusou da imagem de pessoas para as colocar em cartazes sem que as mesmas o tenham consentido! Em segundo lugar, foi para a Turquia defender que os imigrantes em Portugal deveriam ser integrados na administração pública, pondo em causa o acesso dos cidadãos nacionais aos futuros empregos como funcionários públicos. Em terceiro lugar, anuncia com pompa e circunstância que reduziu a dívida da Câmara de Lisboa, esquecendo de dizer que foi com o dinheiro de terrenos proveniente da privatização da ANA, isto é, essa redução da dívida não decorreu de nenhum exercício de poupança nas contas da edilidade, mas fruto da privatizações que o próprio Costa diz ser contra! Em quarto lugar, Costa foi o braço direito de José Sócrates, seu ministro, homem de confiança de quem agora se quer distanciar, ou até renegar, por motivos apenas eleitoralistas! Por último, este homem quis impor ao PS da Madeira um candidato à revelia das estruturas regionais do seu partido! Se depois de tudo isto ainda houvesse dúvidas de que António Costa não é autonomista nem de confiança, perguntar-se-ia: o que fez este senhor durante 6 anos no governo da república em prol da Região? Nada obviamente!

António Lopes da Fonsca Líder Parlamentar do CDS