Maria José Na sequência da carta da Sra. D. Amélia Valente-Perfeito, publicada no passado dia 10 de Agosto, faço notar que na minha “Carta do Leitor” do dia 6 de Agosto mencionava o bom trabalho do ex-Secretário Regional Bazenga Marques, que mandou numerar todas as “casas de barco”. Desde então, quantas mais surgiram? Presumo que a casa da signatária da carta de 10/8 é das mais antigas que estão numeradas, ‘por existir ha muitos anos, conforme é afirmado. Reafirmo que, quando estive de férias no Porto Santo há pouco tempo, assisti a várias “queimadas” na praia. Primeiro avisei o autor (presumível proprietário); como não desse resultado, participei o facto à Capitania, pelo fumo que se inalava e pelo perigo iminente, devido ao muito calor. Quanto à aludida “inveja ou recalcamento”, são coisas que desconheço em absoluto e não estão na base da divulgação do problema que referi. Peco à signatária da carta de 10/8 e a quantos se disponham a isso, portossantenses ou veraneantes, que olhem com atenção e contem o número de novas casas, algumas com mais um piso e pintadinhas de fresco. Como não quero alimentar polémicas e ainda menos substituir-me às entidades a quem compete a fiscalização, deixo claro que nada me move contra os proprietários das ditas “casas de barco”, desde que devidamente autorizadas pelas autoridades competentes e cumprindo a lei. Apenas questionei e continuarei a questionar a proliferação desregrada das mesmas e as suas implicações estéticas, ambientais e de segurança na orla marítima, problema aliás reconhecido por muitos. Quanto ao que pretendo, como é questionado, é simples: alertar para o facto de estarem a ocorrer na praia do Porto Santo situações abusivas e perigosas como a que relatei, e esperar que sejam impedidas por quem de direito.