Alexandre Alves Em primeiro lugar há algo aqui que não bate certo. Não bate a bota com a perdigota, e começa exactamente pelo contrato que foi celebrado entre o Governo Português e a Troika, que foi celebrado em Maio de 2011 e terminou em Maio de 2014. O contrato foi de três anos, sujeito a doze avaliações regulares por parte dos credores e sempre que as avaliações eram positivas havia lugar ao desembolso da tranche. O mesmo contrato que presidiu entre o Governo Português e a Troika foi feito entre o Governo da República e o Governo Regional, com três anos (27 de janeiro de 2012 – finda 27 e Janeiro de 2015) e por isso não se entende que se estando a concluir a décima segunda avaliação, que tenha havido um prolongamento da austeridade até o final deste ano. Ninguém entende! Mais a mais, que na própria proposta de Orçamento do Estado para 2015, aprovada na Assembleia da República, foi conferida à Região Autónoma dos Açores e à Região Autónoma da Madeira a faculdade de poderem utilizar o diferencial fiscal de 30%.

Aliás só se entende isto por uma razão: o Governo Regional da Madeira precisa do pão para a boca porque governou mal a Madeira, de 250 milhões de euros, que é aquilo que significa entre o diferencial a 30% e aquele que se pratica agora e não quer assumir isso e joga, atira a poeira para os olhos dos madeirenses dizendo que teve que enviar uma carta a Lisboa porque estava sujeito ao recebimento de um último empréstimo de 320 milhões de euros. Se o Governo tivesse cumprido escrupulosamente o programa de ajustamento financeiro que terminava com a décima segunda avaliação a 27 de janeiro de 2015, teria recebido todas as tranches e estava na plenitude dos seus poderes para poder utilizar o diferencial fiscal e com isto aliviar a vida dos Madeirenses. Não o fez porque é incompetente e porque governou mal a Madeira, custe a quem custar. Custa também a Miguel Albuquerque que é o novo presidente do PSD que apoiou este prolongamento da austeridade. Não há renovação nenhuma, mas sim continuação com Madeirenses a pagarem, pesadamente, as loucuras financeiras do Governo PSD.