J. Edgar Marques Da Silva Estamos perante um triângulo que em gestão de efeitos atmosféricos políticos é parecida ao conhecido triângulo das Bermudas e em termos de profundidades diria, muito parecido com a fossa das Marianas, onde só é possível a coexistência, após uma adaptabilidade continua, gradual, onde o trabalho de equipa em parcerias imparciais permitem a sobrevivência entre espécies diferentes mas com objetivos comuns: uma coligação a longo prazo, só terá êxito se souber coexistir apostando na imparcialidade, na coesão de equipas vencedoras, e acima de tudo, num trabalho que reconheça o mérito face aos objetivos de governança alcançados, centrados no consciente coletivo da equipa e não nos partidos que, para as constituir, esse híbrido resultante de origens genéticas politicas diferentes, mas compatíveis na fecundidade de constituir um ser coligado único e de vincada personalidade própria. Sejamos verdadeiros, mesmo estando “lado das pessoas”, a verdade é que a maioria das pessoas estão fartas e saturadas de ouvir paragonas eleitoralistas, geridas por um marketing politico eleitoralista com o único objetivo de ganhar eleições, e todos sabemos que a democracia, não são só eleições, e todos sabemos que em 40 anos democracia o povo cresce, apreende, e apercebe-se dos contornos doentios e menos positivos das democracias, engrossando assim as filas dos abstencionistas, que como o povo bem diz, têm por lema no que concerne a eleições, a máxima popular “cresce e aparece”. Sim temos assistido não ao desenvolvimento de uma democracia madura, forte, saudável, musculada, atraente, mas uma que se atrofiou num nanismo doentio, fraco e de muita idiotia, corrupção, intrigas, conspirações, roubos, enganos, e pior, uma democracia que passa a factura das suas falcatruas aos mesmos de sempre para pagar: se for para mudar tudo isto, sim alinho na mudança, se for para apenas se alinhar numa doentia ilusão de mudança, numa teatralidade de intuitos eleitoralistas, apenas para ganhar eleições, contem com uma oposição cerrada e letal. O povo está cansado de austeridade e de cortes, num continuo holocausto económico e de estado social, onde alvos escolhidos, como o funcionalismo publico, o estado social, o emprego, são gaseados sem dó nem piedade, onde valores como a equidade e transparência, o brio profissional, o mérito, a valorização do trabalho, são reduzidas a cinzas de um crematório ao serviço de interesses económicos doentios, de uma Europa subjugada de joelhos a interesses económicos instalados a a cujas directivas obedece cegamente, e às quais uma “mudança” deve fazer frente, sim aqui, ao lado das pessoas, antes, durante e depois das eleições. As pessoas querem que se lhes diga e esclareça, como a “mudança” irá operacionalizar um governo sim ao “lado das pessoas”, esperando esse governo ter aos seu lado, “sempre as pessoas”, que nele confiaram, e assim remeto para o primeiro parágrafo o estimado leitor. Irá perceber melhor todo o seu significado. Aproveito para a todos agradecer, tanto os que criticam pela positiva, como os que pela negativa o fazem, confesso, que algumas vezes, caustico em excesso, mas quem, agora perante um clima de “austericidio”, não perde lá de vez em quando a razão, “porque de louco, todos temos um pouco”, em especial quando a válvula mental se abre pela exaustão de se ser um humano, um ser social e de emoções que sente, ama, sofre, coisa que muitos esquecem, ser importantes, os tais envolvidos em marketing preocupados em apenas ganhar eleições, esquecendo que o seu alvo são seres humanos recheados de emoções, e aos quais os obreiros sejam de que coligações forem, deverão estar atentos e respeitar. A “mudança”, só é benéfica e saudável, se dela nascer projectos evolutivos, abrangentes, e para tal a coligação terá de assumir ser um verdadeiro híbrido, com carácter, e personalidade própria, caso contrario, estaremos perante, um ser viscoso, sem forma, e de vida muito curta, já que inclusive o seu código genético, não permitirá uma vida longa nem reprodutiva, e de monstros está farto o povo, que anseia pela verdade e por gente honesta, a “mudança” só terá sucesso se desde a sua concepção tiver o cuidado de manter o instinto da sobrevivência ao serviço das pessoas, estando ao lado delas, sem contudo assumir atitudes paternalistas ou de caridade avulsa, é que farta já de tanta brincadeira e quem ainda brinque com coisas serias, das quais dependem o futuro de gerações e de regiões, uma campanha eleitoral, não pode ser confundido com um qualquer evento de “escárnio e maldizer”, a verticalidade da nossa democracia e o seu valor deverá estar centrada nas pessoas, famílias e comunidades, servido sempre em pró de melhor e maior nível de qualidade de vida, não podemos continuar a tratar os jovens como carne para canhão e os nossos seniores como burros de carga até ao dia que caem na valeta, e pequenas, grandes coisas, pelo respeito urge mudar.