Joaquim A. Moura Num “sketch” de uma peça teatral posta em palco há uns bons anos, pela companhia do Porto, Seiva Trupe, uma mulher surge de repente em cena e é interpelada por outro personagem que espantado lhe diz- “ó mulher! outra vez grávida”? ao que ela responde- “ó homem! que é que queres. Casa onde não comem dez, não comem onze”! Vem isto a propósito, por o Ministro de Deus na Terra, Papa Francisco, aconselhar-nos a não nos reproduzirmos com se fossemos coelhos, para evitar as dificuldades que trupes alargadas de filhos, causam em todos os sentidos, já que a fome e a miséria, faltas de apoio diverso no trajecto da vida, leva aos maus tratos, abandono das crias, etc. quando mais cedo que tarde batem à porta de tal quartel, e que urge combater, fazendo dessa abstenção um meio de contracepção. Nós portugueses, podemos testemunhar que o Papa fala verdade, já que estamos submetidos a um teste de negação de procriação e de reprodução de filhos há muitas noites e dias, no bosque ou jardim, na praia deserta ao luar, ou no carro embaciado e na cama fofinha e tempestuosa ao mesmo tempo. Os portugueses têm a experiência de ter vivido nos últimos tempos uma vida murcha, a definhar para o desconforto da ausência do grito alegre da criançada motivado pela precaridade imposta em cada lar. Dito isto, eu só vejo uma razão, que é a causa de todas as coisas. Vejam bem o que seria se nos comportássemos como os coelhos, se por experiência sabemos que um só nos basta em S. Bento e ministro na terra também, que encabeça outra trupe, para fazer-nos a vida num inferno. O Papa Bergoglio sabe o que diz e o aviso que faz, quando se vê abraçado por tanta lágrima e sob os olhares de quem vê nele toda a esperança. Ele é um amigo, e só quer o nosso bem!