Maria Silva Desempenho funções em regime de contrato individual de trabalho no SESARAM, há cerca de 4 anos e aproveito a possibilidade que o diário de noticias da aos seus eleitores para expressar a sua opinião ou neste caso revolta pelos acontecimentos ou situações que de forma directa ou indirecta os atingem e os prejudicam: E revoltante, que trabalhando numa empresa pública, que julgo ter como objetivo principal e razão da sua existência, o de zelar e cuidar da saúde dos madeirenses e forasteiros quando aos seus serviços recorrem, não o façam também em relação aos seus funcionários, com formas adequadas de protecção ou cobertura que salvaguardem a saúde, quando esta falta por doença ou acidente de trabalho. Digo estas palavras porque no passado mês de dezembro, ao colaborar na prestação de cuidados de saúde a um utente internado no serviço onde exerço a minha atividade, sofri um acidente de trabalho resultando em lesão muscular grave que quase me incapacitou de trabalhar por algum tempo. No dia em que sofri o acidente fui atendida na urgência do centro de saúde, onde fiquei várias horas em observação e tratamento. Foi pedido pelo médico de serviço, exames complementares de diagnóstico para fazer no hospital com carater urgente que ainda estou a espera para os realizar. Posteriormente fui informada de que não valia a pena participar como acidente de trabalho, porque os funcionários do SESARAM não estavam protegidos por nenhum seguro de acidentes de trabalho. Se a inexistência deste seguro corresponde a realidade actual considero que e uma situação grave o que me leva a colocar as seguintes questões para reflexão e possíveis esclarecimentos por quem de direito; Como é possível uma empresa pública que tem como finalidade, cuidar e bem da saúde das pessoas, não ter seguro para os trabalhadores que nela trabalham? Se este caso acontecesse numa empresa privada, esta não estaria em incumprimento legal para com os seus trabalhadores? Porque e que o SESARAM sonega este direito aos seus funcionários quando todos pagamos os impostos que nos são exigidos? Tem sido com muito esforço, dores e limitações físicas que tenho trabalhado ao longo destes quase dois meses e agradeço publicamente a ajuda e compreensão dos colegas, outros profissionais do serviço e do meu superior hierárquico onde desempenho as minhas funções. Considero esta minha carta uma espécie de grito de revolta e de alerta e desejo que as futuras entidades responsáveis pela política de saúde pública na madeira, tenham a sensibilidade, capacidade e boa vontade necessárias para mudar e melhorar o que vai mal no serviço regional de saúde.