1 – O modelo escolhido para o novo estádio dos Barreiros parece ter sido idealizado em alguns recintos Ingleses. A colocação de bancadas em toda à volta e próximas do relvado permite aos adeptos estarem em cima do espectáculo e, neste caso, um apoio mais intenso através dos cânticos e palavras de ordem de incentivo à equipa da casa, “atemorizando” o adversário. Percebe-se a ideia e tem lógica na Inglaterra, mas é desapropriada e não se encaixa no contexto actual, clube/massa associativa. Entendo a necessidade de um estádio novo e funcional mas sem ser megalómano. Para que serve um espaço para dez ou doze mil espectadores se raramente ou nunca vai estar lotado? De que serve à equipa da casa ter um estádio com esta capacidade se os jogos de maior enchente será contra os chamados grandes e a maioria dos adeptos vai puxar por essas equipas adversárias? Qual é o custo/beneficio da construção das bancadas de cabeceira, sabendo que são lugares para bilhetes mais baratos? O orçamento destes dois sectores não daria para cobrir a lateral actualmente em construção e assim o projecto já estaria totalmente concluído? Ou será que o estádio foi pensado para espectáculos musicais com artistas de renome internacional? Mesmo assim desconfio que lote. Não sou engenheiro nem arquitecto mas tenho opinião e, neste caso, entendo que seria muito mais rentável quer financeiro, quer de apoio à equipa, se tivessem sido construídas apenas duas bancadas laterais com um total de seis mil lugares. A norte ficariam quatro mil lugares e no sul, dois mil, sendo que esta bancada ficaria mais baixa, permitindo a visualização da baia do Funchal deste o topo da bancada norte. Os balneários mantinham-se onde estavam acrescentando-se apenas a sala de imprensa. Do lado oposto, era preservado o pórtico antigo que constituiria a entrada principal do estádio, sem barreiras arquitectónicas de atrapalho à vista. Ou seja, seria um modelo baseado no estádio dos Barreiros tradicional, com público apenas nas laterais em condições confortáveis e sem descaracterizar aquela zona privilegiada do Funchal. Penso que desta forma estariam criadas condições de estádio sempre cheio e acima de tudo, de intenso apoio ao Marítimo! 2 – Será possível aos responsáveis pela estátua de Cristiano Ronaldo, retirarem aquelas ratoeiras que se encontram ao nível do chão e que já provocaram acidentes desagradáveis às pessoas que procuram chegar próximo do “monumento” e não contam com aquele “relevo” no chão? É que aquela forma de cabeça em cimento com luzes para iluminar a estátua não faz sentido. Aquela iluminação bem podia estar encastrada na calçada! E já agora, que tal colocar uma bola, neste caso em bronze, junto ao pé de Cristiano Ronaldo, para de facto, parecer que estamos perante um jogador de futebol!

Mário Gouveia Jornalista