Juvenal Rodrigues ís está, há muito, circunscrita apenas à expressão. Em tudo o resto estamos a ser coarctados na nossa liberdade com leis avulso que nos restringem, nos proíbem, nos obrigam a pagar coimas, juros mais juros de mora e multas por qualquer dívida, por mais pequena que seja, até à penhora de bens. Se não estou mal informado, o Ministério das finanças é o único que está acima da lei, ou melhor é o único que não precisa de uma sentença do tribunal para penhorar um prédio ou outro qualquer bem. Ainda à poucos dias falando com um amigo, honrado comerciante à vários anos nesta cidade, e que apesar dos negócios não lhe estarem a correr de feição continua a lutar contra as adversidades (finanças incluído. Até a mulher o Estado me levou! Dizia-me ele numa conversa de café. Também não precisas exagerar, respondi. Não, não estou a exagerar, retorquiu ele. Como sabes quem, por qualquer infelicidade, fica a dever dinheiro ao fisco ou à S. Social fica entalado para o resto da vida! Começaram a apertar-me com as dívidas, juros da dívida mais juros de mora e coimas por não conseguir pagar dentro dos prazos e o pior de tudo isto é que nem posso recorrer ao crédito uma vez que os próprios Bancos estão condicionados pelo Estado para não dar crédito a quem for devedor à Fazenda Nacional. Depois de um dia cheio de problemas com os negócios e as dívidas chego a casa e levo a estocada final! A mulher diz-me que já não suportava tantos problemas e que queria imediatamente o divórcio. Vi que o caso era sério e acabrunhado retorqui, meio sério meio a brincar, deixa lá homem que mulheres há muitas o verdadeiro problema é te desenvencilhares da maldita dívida! Para aquilatar da vergonha e das injustiças motivadas pela caça desenfreada ao dinheiro fácil fica aqui mais um registo do saque que o Estado pratica sobre o cidadão /contribuinte, que lhe paga as contas. Um cidadão esquece-se de pagar o IUC, no devido mês, no valor de 13.10€. Passado um mês chega-lhe um aviso das finanças para pagar o valor em falta. O contribuinte vai a correr corrigir o seu erro. Passados novamente doze ou quinze dias chega-lhe outro aviso, desta vez para pagar 25.00€ relativo à coima de um mês de atraso do IUC. Por um esquecimento de poucos dias paga 13.10 + 25 euros, ou seja pagou a triplicar. Isto é justiça ou caça desenfreada aos parcos recursos do cidadão!? É justiça ou caça à multa a PSP aplicar uma coima por um condutor circular a 55/ 60 k/h na subida da Rª João Gomes? É um Estado teso a explorar o cidadão ainda mais teso.