Gil António de Freitas Vai haver eleições a 29 de Março deste ano, como de resto todos nós sabemos. O que não sabemos é o que se passa com esta coligação, que não estabelece plataformas de diálogo com as forças partidárias mais votadas. Refiro-me em concreto ao PS e de alguma forma ao CDS. Aos socialistas, que manifestaram o desejo da mudança, e têm de facto essa gloriosa oportunidade, mas não o fazem por uma questão ideológica afirmando que o partido (PS) nunca faria coligações com a direita. Por outro lado, o CDS não se manifesta; concluindo com isso que não está minimamente interessado, beneficiando assim com estrondosa vitória os mesmos que andam aqui a desgovernar há sensivelmente quarenta anos. E que o CDS faz questão de mantê-los por um bom par de anos. Este CDS não tem ninguém no seio daquele partido que faça a diferença. Digamos que são um bando de oportunistas, não desta forma de ascender a um cargo de mudança, mas quiçá... Voltando ao PS, ninguém compreende aquela atitude do líder, quando diz que não fará coligações com a direita, que só entende a aproximação à esquerda. Ora isto é uma afirmação irresponsável: ainda bem que você fez uma declaração dessa natureza, colocando em causa a maior parte dos eleitores, que porventura viessem a optar pela vossa vitória. Não sabe que quando se vai a eleições coligados, não se pode fazer declarações desse calibre. Um executivo, seja lá de que cor for, o partido tem de governar para a maioria dos cidadãos, sem olhar a racismos e parece que não é o que se passa consigo. Mais uma vez o PS demonstra que não tem ninguém que faça a diferença. Arranjou uma coligação de gatos pingados, débil, caduca, sem movimento algum e ainda andam a afirmar na praça pública que vão ganhar as eleições. Com declarações dessas só se for juízo.