Carlos Franco Venho por meio desta carta partilhar convosco uma cena degradante que se passou na placa do aeroporto da Madeira, recentemente e por duas vezes. Estávamos nós na varanda do aeroporto da Madeira, a apreciar a chegada e partida dos aviões, enquanto não chegava a hora de embarque dos nossos familiares, quando, para nosso espanto, aparece um homem na placa que trabalha para a referida empresa aos altos “berros” para com os outros funcionários, utilizando uma linguagem de baixo calão, audível de forma clara por todos os que se encontravam na varanda (apesar de todo o barulho na placa), que posteriormente vim saber que se trata de um chefe de equipa (...). Fiquei estupefacto por este senhor, em vez de recorrer aos meios que a empresa lhe proporciona (rádio/receptor) para comunicar com os demais funcionários, recorrer à ignorância e à falta de educação. Não sei quais os critérios que utilizam para seleccionar pessoas que, como este senhor, não demonstram capacidade de liderança de uma equipa, pois estão a trabalhar com seres humanos e não com objectos. Caro senhor, a boa educação consiste em ter um cuidado com os outros que ultrapassa a cordialidade, estando certo de que um pouco de humildade ficava-lhe muito bem, e pense que você representa uma empresa e que com estas atitudes acaba manchando não só o trabalho dos funcionários (que você deveria chefiar/liderar) bem como a empresa para a qual você trabalha, ainda mais quando há um enorme número de passageiros que passam ao seu lado e não têm culpa das suas más disposições. Não me querendo alongar muito mais, quero apenas lhe deixar um conselho: seja mais humilde e verá que os dias lhe correm muito melhor e lembre-se que para ser respeitado deve dar-se ao respeito e que, ainda que tenha razão, ao subir o tom de voz (e gritar escandalosamente) perde toda a razão.