Não sou madeirense por nascimento mas por opção. Tive o privilégio de poder escolher esta terra quando, no início de carreira, percebi que para manter a família reunida precisava de correr o risco e partir. Não me arrependi, apesar das confessadas saudades. Nesta terra de adopção vivi experiências enriquecedoras, muitas alegrias e a maior tristeza que a ela me ligarão indelevelmente. Quando alguém põe em causa o meu sentido de pertença à ilha, fico feliz porque significa, quase sempre, que perdeu toda a argumentação válida. Servem estas considerações muito pessoais, para dar conta do meu orgulho de termos, pela primeira vez, um candidato à presidência da República que honra a Madeira, a sua História e as suas gentes. Nestas últimas semanas tenho acompanhado, à distância mas a par e passo, o incansável trabalho da candidatura de Edgar Silva pelo país e pelas nossas comunidades no estrangeiro. O seu nome, o seu trabalho, o seu combate firme, coerente e corajoso em prol dos mais desfavorecidos, a sua visão lúcida da realidade, a sua profunda cultura e também, a sua enorme e sincera simpatia têm sido embaixadores das nossas gentes, das nossas inquietações e das nossas esperanças. A dignidade desta candidatura recupera a urgente imagem de uma região de gente honrada que foi, durante demasiado tempo, denegrida pelas posturas infelizes, quando não ordinárias, de uns poucos filhos da terra. Esta candidatura conta com o apoio de portugueses oriundos de diversos quadrantes ideológicos e sociais porque dá voz aos valores fundamentais da Democracia e da Liberdade tendo como alicerce programático a Constituição da República. Na Madeira tem congregado uma extraordinária sinergia de vontades que expressam o reconhecimento pelo serviço abnegado de Edgar Silva à Região e a quem todos, dos seus camaradas aos adversários políticos, reconhecem a honestidade, capacidade de trabalho e coragem. Sinto orgulho em ser madeirense!
Isabel Cardoso Professora