O Orçamento da Região para 2016, não podia merecer a aprovação do CDS. Desta discussão na generalidade, concluiu-se que não se concretizaram as promessas deste novo governo regional, anunciadas no parlamento regional aquando da discussão do programa do mesmo. A saber, medidas para a redução do desemprego não se vislumbraram, temos a maior taxa de desemprego do país, 14,7%, o que equivale a 22.800 pessoas à procura de trabalho; redução do IRC para as empresas, nada, nem um sinal de estímulo a todos os que têm sustentado a economia regional. Para as famílias, uma ridícula redução do IRS para os rendimentos até 7000 euros. Que família estará satisfeita com a esmola de 20 cêntimos que este PSD e o seu governo querem devolver em sede de IRS aos contribuintes? Então para que serve a Lei de Finanças regionais e a abertura que o último orçamento de Estado nos deu, permitindo à Região a redução das taxas de IRS em 30% e as do IRC em 20%? Queremos a Autonomia só para criar empregos nos vários departamentos da administração pública regional? Então as famílias, as empresas, os pensionistas, os jovens, os trabalhadores em geral, não têm direito a ter esperança nem sequer a sonhar com uma vida melhor? Não entendemos como é que um PSD que se diz renovado, cai nos mesmos erros do passado? O PAEF acaba agora no dia 31 de Dezembro, mas o PSD e o seu governo já substitui este garrote de austeridade, por um outro denominado OEDO, significa: Objetivos de Estabilidade e Disciplina Orçamental, isto é um eufemismo para mais austeridade durante 2016. O CDS face a um orçamento de desilusão para as famílias, sem uma réstia de esperança no que concerne a uma redução fiscal para as empresas, sem uma estratégia para atacar o desemprego, dando um sinal claro à economia, conclui-se que este orçamento é desolador, numa expressão uma DESESPERANÇA.