Uma em cada três mulheres será vítima de abuso físico ou sexual durante as suas vidas, de acordo com estatísticas da World Health Organisation Foi para alertar para este problema que a Care Norway lançou um vídeo poderoso. Nele, a narradora dirige o seu discurso ao pai, começando com “Querido pai…”, mas querendo, no fundo, dirigir-se todos os pais do mundo, pedindo-lhes “tolerância zero” para as atitudes de violência contra as raparigas que se tornarão mulheres. Como? Não perpetuando uma educação machista, sobretudo junto dos filhos rapazes, em que as raparigas não são respeitadas, muitas vezes através de comentários depreciativos e ofensivos quando ao seu aspeto ou postura. Num tom dramático, a narradora do vídeo de 5 minutos diz (em tradução livre): “Aos meus 14 anos, os rapazes da minha turma já me tinham chamado ‘puta’, ‘cabra’ e muitas outras coisas. Foi só por brincadeira, claro…”. “Pelos meus 16, uns quantos rapazes já tinham tentado meter as mãos nas minhas calças, aproveitando o facto de eu estar tão bêbada que nem conseguia estar direita. E embora eu dissesse ‘não’ eles riram. É engraçado não é?”, continua a narradora, para concluir de uma forma brutal: “Não admira, pois que eu tenha sido violada aos 21 anos.” De acordo com a World Health Organisation, “os custos sociais e económicos da violência por parceiro íntimo e sexual [sobre a mulher] são enormes e têm efeitos em cascata em toda a sociedade. As mulheres podem sofrer isolamento, incapacidade para o trabalho, perda de salários, a falta de participação em atividades regulares e limitada capacidade de cuidar de si mesmos e seus filhos.” Vídeo: Youtube - CARE NorwayFonte: Dinheiro Vivo
Uma em cada três mulheres será vítima de abuso físico ou sexual durante as suas vidas, de acordo com estatísticas da World Health Organisation
Foi para alertar para este problema que a Care Norway lançou um vídeo poderoso. Nele, a narradora dirige o seu discurso ao pai, começando com “Querido pai…”, mas querendo, no fundo, dirigir-se todos os pais do mundo, pedindo-lhes “tolerância zero” para as atitudes de violência contra as raparigas que se tornarão mulheres.
Como? Não perpetuando uma educação machista, sobretudo junto dos filhos rapazes, em que as raparigas não são respeitadas, muitas vezes através de comentários depreciativos e ofensivos quando ao seu aspeto ou postura. Num tom dramático, a narradora do vídeo de 5 minutos diz (em tradução livre): “Aos meus 14 anos, os rapazes da minha turma já me tinham chamado ‘puta’, ‘cabra’ e muitas outras coisas. Foi só por brincadeira, claro…”.
“Pelos meus 16, uns quantos rapazes já tinham tentado meter as mãos nas minhas calças, aproveitando o facto de eu estar tão bêbada que nem conseguia estar direita. E embora eu dissesse ‘não’ eles riram. É engraçado não é?”, continua a narradora, para concluir de uma forma brutal: “Não admira, pois que eu tenha sido violada aos 21 anos.”
De acordo com a World Health Organisation, “os custos sociais e económicos da violência por parceiro íntimo e sexual [sobre a mulher] são enormes e têm efeitos em cascata em toda a sociedade. As mulheres podem sofrer isolamento, incapacidade para o trabalho, perda de salários, a falta de participação em atividades regulares e limitada capacidade de cuidar de si mesmos e seus filhos.”
Vídeo: Youtube - CARE NorwayFonte: Dinheiro Vivo
