Gilberto Teles Três moções gerais apresentadas, várias ideias, plenários internos, discussão saudável...uma só via de solução: recomeçar! ser, fazer e tomar partido!
Se de uma ideia-guia, for elucidativa para reger o nosso futuro enquanto organização política, então, esta é a via!
É uma via com rostos, com valores, com princípios e ideias vincadas num ideário esquecido de ser lembrado e lembrado para ser esquecido por quem ao longo dos tempos fez parte da cúpula diretiva que internamente dissecou a forma de SER partido e agir como tal!
São um plural de iluminados que hoje se sublinham em missão e unidade, palavras gastas e usadas, copiadas do que vimos ao longo de diversos meses de contatos e auscultação com as bases vindo a estruturar...Sim! Falar de clareza, de transparência, de unidade, de contas públicas e publicadas, de coerência, de JP, da sua missão enquanto CDS, enquanto integrantes fulcrais do partido, de tudo e algo mais que fica bonito num acasalamento de palavras que formam frases vagas...parece um romance qualquer que se compra em separado num quiosque junto a uma revista cor-de-rosa! A minha questão é simples: SÓ AGORA?! Porquê, só agora?!...Ou não são as duas vias do “copy-paste”, membros efetivos de uma cúpula diretiva com “poder” legitimado de intervenção e ação no partido?! Defendem AGORA, cenários idílicos, de unidade, clareza, de encarneiramento de fileiras, com um nervosismo inquietante do debate público de e sobre o partido...As suas românticas ideias defendidas nas moções alegadamente salvadoras e messiânicas (não sei se por estarmos perto do Natal), só agora se fazem sentir e ouvir?! Ondes estavam todas elas quando o partido mais precisava...ou seja...no seu dia a dia de ação?!...Ou estarei eu febrilmente demente a ter alucinações várias sobre o masoquismo destas duas moções do mais do mesmo, como se de uma trilogia das “50 sombras de Grey” se tratasse?! Para isso e para esses, uma resposta simples de Abraham Lincolm: “...podem enganar alguns algum tempo, jamais enganam todos, o tempo todo”.
Esta é, independentemente do que se diga, escreva ou do palco e colinho que se tenha, seja da comunicação social, escrita e televisiva, a melhor fase de debate saudável do partido e do seu ADN, com caras, sem anonimatos e crítica banal! Goste-se ou não, o partido não é um bando de pessoas que diz sim a tudo, de palmadinhas e aplausos forçados...é mais que isso...é um ideário matricial que tem de ser vivido como o sangue que percorre nas veias!
O estado atual não me assusta, mas acarreta-me responsabilidades de intervenção como militante, numa ação de corpo e mente presentes e de contar com todos para a solução desta via! O passado brilhante do CDS-M genuíno e com recurso único na sua matriz, não invalida o seu crescimento nem é impeditivo a nada, pelo contrário, completa-se e compromete-se com o futuro da sociedade!
O futuro, também não me suscita motivo para alarme, a JP (não tem como dever suceder seja quem for, mas sim de afirmação!) É a força motriz da continuidade matricial dos valores fundadores do partido num ótica de melhoria contínua! Não me preocupa o nervosismo, porque é sinal que estamos vivos e queremos debater seriamente como deve ser e com quem quer estar aqui.
Preocupa-me sim, os eixos doutrinários olvidados, por questões de ego que se sobrepuseram ao interesse do partido e da região… Preocupa-me sim a subversão do ideário do partido, tentando se imaginar um “tudo bem” com uma sucessão quase dinástica e quase feita e quase tudo planeada...isso preocupa-me...preocupa-me o mais do mesmo quando esse mesmo é o mesmo que nada mesmo que se “arrogue” (e muito que esta palavra foi usada que caiu em desuso) o direito a sucessão com algo inato só porque sim! Dixit!