Pedro Câmara A quem se queixa de falta de declarações de lideres árabes:
Talvez fosse então importante os nossos media relatarem também estas declarações e divulgarem-nas por forma a não haver outro tipo de extremismo na Europa culpabilizando estes lideres por não condenarem estes actos, quanto até o fazem.
Percebo que há líderes árabes com posições dúbias mas não em relação ao ISIS.
Para além disto que eu saiba os líderes europeus não dão todos os pêsames e condenam novamente este tipo de atentados de cada vez que ocorre um nos países árabes, ou noutros locais, relembro o Kenya por alturas do Hebdo, ou o atentado este dia 12 de Novembro (véspera dos atentados em Paris) no Líbano, que passou despercebido a muitos, entre outras tantas situações.
A quem acha hipócrita sermos todos Paris:
Percebo a revolta por só nos mobilizamos quando são os nossos, no entanto, também é hipócrita esta crítica, quando é em Paris ou em países ocidentais somos todos algo e que quando ocorre noutras regiões não somos nada, no fundo é normal, está-nos mais próximo, temos amigos e familiares nestes países e somos todos europeus, pelo menos eu sou e identifico-me como tal e tenho amigos que estiveram num daqueles locais horas antes.
Em vez de criticar e tocar a buzina da hipocrisia quando somos todos Paris, seria mais lógico nestas situações ser Paris e relembrar que também temos todos que ser Beirut e Garissa Kenya.
É hipócrita só nos revoltarmos quando é connosco mas também é hipócrita fingir que quando nos toca a nós não nos toca mais forte.
Quanto a migrantes e refugiados:
Não são os migrantes, nem os refugiados que trouxeram os atentados, já existiam, e se hipoteticamente fosse essa a rota de entrada de terroristas (que poderiam e podem entrar de mil e uma outra formas, não precisam da rota dos refugiados para nada) não nos esqueçamos das centenas de europeus que foram para a Síria!
Relembro que não só nem todos os muçulmanos são terroristas, (alias a gigantesca maioria não o é), como também nem todos os terroristas são muçulmanos relembro o unibomber, o breivik entre outros tantos.Acrescento ainda que é deste horror que se testemunhou em Paris, se não de horrores piores, que aqueles que saem da Síria e de outros locais tomados e aterrorizados por seres inumanos fogem! Efectivamente não podemos deixar que isto aconteça em nosso solo, mas deixo a pergunta.. E por eles o que é que pudemos e devemos fazer?
No fundo terroristas, são minorias, minorias que não representam ninguém senão eles próprios, não representam nenhuma religião nem nenhum estado.
Com cada atentado quem sofre são aqueles que lá estão, familiares e amigos, bem como toda a humanidade com a inumanidade destes actos atrozes, por isso devemos ser todos, sempre, Paris, Beirut, Garissa e não sermos divididos por estas ameaças, não deixar-mos as nossas liberdades e aceitação da pluralidade serem tomadas reféns e por fim dizermos não ao medo e ao ódio.