Depois de uma semana intensa em termos de promoção do nosso clube, nomeadamente a iniciativa “União na cidade” e quando se perspetivava um fim-de-semana em grande com a receção a um dos ditos grandes, eis que o nevoeiro é o artista do dia.
Estes jogos são sempre vividos de uma forma especial, para todos nós unionistas é o regresso a um cenário que nos foi alheio durante anos. Apresentámo-nos na Choupana indiferentes ao que as previsões meteorológicas anunciavam, habituados que estamos a estas adversidades e a este clima, ou não fossemos nós ilhéus…
É certo que entre a hora marcada para o início da partida e a hora seguinte, o nevoeiro não deu tréguas. Mas num país onde há sempre um plano A, B e C e onde os regulamentos têm sempre a exceção da exceção a decisão tomada foi a C, salvaguardando quiçá, os interesses de ambas as partes ou não. Passo a explicar: esperou-se somente uma hora (plano A), não se remarcou o mesmo para as próximas 30h (plano B) e evocou-se a exceção dos jogos das seleções para o adiamento do mesmo.
Dizem os entendidos, evocando os regulamentos e as exceções, que o mesmo terá de realizar-se entre as 2 a 4 semanas (podendo ir até às 6) subsequentes à data do jogo adiado, contudo esse veredito também ficou adiado, aguardemos pela sua marcação por parte da Liga de todos os clubes, sabendo de antemão que nesse período existem outras competições agendadas.
Perdemos a oportunidade de jogar num terreno com características que nos são mais favoráveis, perante um clima que nos é familiar porque não se chegou a um consenso. Minutos após a decisão de adiamento da partida o nevoeiro esfumou-se bem como a nossa vontade expressa de jogar perante um público ávido de futebol e alheio a todos estes faits-divers!
Tânia Silva