Leitor identificado O Caminho das Quebradas de Baixo foi durante anos vítima de degradação, buracos e poeira constante. Vimos o alargamento daquele caminho, bem como o nascimento de uma urbanização. Chamo então atenção para a diferença de realidades entre aqueles habitantes e os restantes, quando todos deveriam ter acesso à rede geral de saneamento (leia-se esgotos), que apenas estão ao alcance dos que vivem a montante da referida urbanização e incluindo esta. Não se percebe o porquê de, passados cinco anos sobre a conclusão das obras nesta via, e cerca de dez anos sobre a conclusão da rede de esgotos, os moradores residentes a jusante do caminho de acesso a esta urbanização e das Escadas das Quebradas (que ligam o Caminho das Quebradas de Baixo à Estrada Monumental), ainda terem de viver com a sua tradicional fossa séptica, embora exista já uma rede de esgotos que não funciona. Afinal de contas, parece que existem sempre esgotos para pobres e esgotos para ricos… Será que os resíduos produzidos também variam conforme a língua ou será que a cor do cartão de crédito influencia este resultado do funcionamento normal dos organismos humanos? Será que os moradores abaixo do acesso à referida urbanização não têm os mesmos direitos e não pagam os mesmos impostos dos restantes? Outro exemplo de falta de atenção, a falta de acompanhamento e a falta de fiscalização dos organismos que deveriam fiscalizar a parte ambiental, é o Beco da Vitória. Neste acesso, que liga a Estrada Monumental à promenade entre a Praia Formosa a Câmara de Lobos, é muitas vezes impossível de transitar a pé tal são os cheiros nauseabundos e os constantes derrames de águas putrefactas, comprovados e fotografados pelos inúmeros turistas que circulam a pé naquela zona. Que se olhe com mais atenção para os nossos cartões-de-visita, como terra turística que somos.