O Natal de 2014 ficou marcado por uma onda de “protestos iluminados”. Os cidadãos que aparentavam simpatia por ondas de mudança, sentiram-se pouco “iluminados” e “coloridos” e indignaram-se com a solução “inovadora”, por alguém baptizada de minimalista, que de facto corta com os “cortes e recortes”, ilustrativos do bordado Madeira e outras figuras alusivas aos nossos costumes e tradições. Numa banalização dos movimentos de cidadania, as redes sociais serviram para a convocação de mais uma marcha, desta vez de coletes e lanternas, a fazer lembrar cordões humanos de outrora que acabaram em aplausos quase generalizados e silêncios “quiça” eternos. A tutela, procurando tornear o juízo popular, apressou-se numa “mea culpa” como se alguém acreditasse que um projecto destes não seja objecto de maquetização e aprovação prévia pelo adjudicante. Querem ver que qualquer dia assistiremos ao chamamento da cidade à “praça do peixe”, para que cada um apresente a solução de ornamentação de Natal, para a sua rua ou bairro… Foi notória a “menor cobertura”, com arruamentos e recantos sem ornamentos, o que se torna compreensível se baseado em restrições orçamentais, realidade com que a generalidade dos agentes, incluindo o público, se tem deparado. Iluminem-se os espíritos que os desafios continuam a ser muito grandes e as acções muito tímidas. Votos de Bom Ano Novo!

Rui Gomes Coelho