Terminou um ciclo de 40 anos nesta terra. O fecho de contas é só no próximo fim-de-semana, mas já acabou. E já acaba tarde. Independentemente do que seja o futuro, com um outro PSD de cara lavada ou com a oposição a governar, o certo é que a Madeira pode entrar, finalmente, no século XXI. Pode sair da vergonha de simulacro de democracia que tudo condicionou e que se aproximou, muito, de um 'orgulhosamente sós' de má memória. É por isso que alguns textos que se multiplicaram, na última semana, nas redes sociais e nos espaços de opinião dos jornais, só se compreendem pelo terror provocado pelo fim de um modelo de pensamento único ou pela recusa em sair de um espaço de conforto, em que não se exige mais do que fazer e escrever o óbvio, o que agrada ao líder e aos seus. Correndo o risco de receber todo o tipo de comentários negativos, não tenho qualquer problema em assumir que o tempo que agora acaba não me vai deixar quaisquer saudades, apenas um sentimento de tristeza pelas gerações que foram moldadas por discursos bolorentos, quase boçais.. Em 40 anos, foram feitas coisas positivas, mas as negativas são tão graves, transportam tanta injustiça e abuso de poder que se sobrepõem a tudo o resto. Agora, é tempo de crescer. De crescermos como sociedade, de pensar que só olhando para a frente é possível sair desta situação desastrosa que uma governação parada no tempo nos colocou.