Francisco Costa Diz o povo que quando alguém morre deixa de ser uma pessoa ruim e transforma-se num homem bom. No presente caso isso não se aplica, pois o Marco da Sony era um homem bom em vida e será recordado como tal depois de ter partido do nosso convívio. Bonacheirão, não sabia dizer que não, pronto para ajudar, desprendido de valores materiais, dava a camisa a quem tivesse necessidade. Um Homem amigo do seu amigo, como se costuma dizer, embora ao contrário muitas vezes não fosse verdade. Com ele estava tudo bem, o Benfica seria sempre campeão e o Jesus o melhor do mundo. Homem simples, alegre, sempre com um sorriso no rosto. Apesar daquela estatura que noutros inspirava medo e temor, nele era paz. Recordo uma viagem a Canárias com o Marco, o João e o Aníbal. Fomos a Las Palmas ao Corte Inglês, à procura de camisolas de tamanho superiores. Chegados a um balcão o Aníbal pergunta a uma funcionária e em voz alta - Onde é a secção de toldos? O “calmeirão” sorriu para nós. Mesmo quando subia o tom de voz, não demonstrava qualquer irritação nem desrespeito por ninguém. A vida não foi fácil para o Marco. Eu próprio lamento não estar mais perto dele, sobretudo nestes últimos anos da sua vida. Outros, por razões diversas, não lamentarão. Um amigo deixou-nos. Se é verdade que há vida para além da morte, o Marco merece ser feliz. Um abraço amigo do prof.