Maria Angela Gonçalves Venho por este meio solicitar à Câmara Municipal do Funchal para proceder à revisão do arranjo que foi dado à segunda torre do teleférico. Explicando melhor, na Rua do Conselheiro Aires de Ornelas existia um arruamento que antigamente fazia a ligação da Rua Jaime Moniz com a Rua do Conde de Carvalhal. Tal ligação foi há alguns anos interrompida ao trânsito automóvel. E assim as ruas têm permanecido desde que o teleférico entrou em funcionamento. Nesta última semana resolveu a Empresa Teleféricos daMadeira dar um novo arranjo à dita torre do teleférico, criando um novo espaço circundante, inserindo um muro, mais uns murinhos pelo meio, mais uns intervalos também pelo meio. Não se percebe o que determinou a área de ocupação de tais enfeites e qual o seu objectivo real. O que se percebe e rapidamente se constata é que o dito arruamento ficou bastante alterado para o trânsito pedonal da zona: Os peões que querem dirigir-se para a Rua do Conde de Carvalhal são obrigados a fazer parte do percurso até encontrarem uma passagem mínima no muro circundante. Passagem essa tão mínima e mal colocada que mal se vê e não permite sequer a passagem, por exemplo, dum carrinho de bebé ou uma cadeira de rodas ou mesmo uma pessoa a andar com “canadianas ”. Aqui, o acesso aos peões não foi considerado, num local onde existem 6 prédios com 5 ou 6 andares cada um. O acesso automóvel também foi mal pensado, para fazer a curva junto ao prédio da esquina é necessário fazê-lo com algum cuidado, porque o espaço é exíguo. Aliás, o aspecto estético deste novo enquadramento é bastante discutível não se percebe se a ideia é embelezar o recinto, se será um local para os miúdos brincarem. Pelas razões expostas, aguardo que a Câmara Municipal do Funchal mande averiguar o que está a acontecer no local.