Artur Jorge Baptista Numa fase em que, para a maioria das pessoas/ empresas/instituições, o mais fácil é dizer: “não posso dar/ajudar porque a situação está difícil”, felizmente há empresas como o Grupo Porto Bay, que contrariam essa tendência e ajudam efetivamente, e de forma material, aqueles que sofrem e necessitam de ajuda. Foi o que aconteceu recentemente na corrida de São Silvestre onde cerca de 120 pessoas (distribuídas pela marcha e corrida), foram inscritas por aquele grupo hoteleiro. Por cada elemento inscrito que concluísse a corrida/ marcha, a empresa oferecia € 30,00 (para corrida) e €15,00 (para a marcha), que seriam distribuídos pela Associação de Paralisia Cerebral da Madeira (APCM) e pelo Núcleo Regional da Madeira da Luta contra o Cancro. Os cerca de 120 participantes inscritos pelo Porto Bay, ajudaram a dar um bonito colorido à prova, pois os seus participantes (de equipamento azul), distribuiam-se ao longo do pelotão ( estendendo até à parte final, onde estava o ora escriba), mas mais importante é que contribuíram, concerteza, para ajudar os utentes daquelas duas instituições, fazendo, acredito, mais feliz o natal e menos penosos os dias de sofrimento por que passam. Confesso que, durante o percurso e até como forma de tentar enganar o cansaço que teimava em empurrar-me para trás, tentei dividir os €30,00 da contribuição da minha corrida pelo número de passos que iria percorrer, contudo, rapidamente abandonei a ideia, pois o valor de cada passo era tão simbólico e insignificante, quando comparado com o que podia representar para cada uma das duas instituições o valor doado pelo Porto Bay, resultante da participação dos “ atletas” por si inscritos. Bem hajam entidades como o PORTO BAY, que em lugar de se esquivarem na crise, ou de mandarem rezar ( embora reconheça a importância do conforto espiritual), aproveitam os eventos sociais ( como a volta à cidade do Funchal - São Silvestre - também ela a ganhar um cariz de evento solidário ) para demonstrar a sua solidariedade para com aqueles que precisam. Eu, pela minha parte, confesso que foi com grande gosto que, aproveitando esta onda solidária do Porto Bay, dei o meu modesto contributo ( nos dias seguintes é que foi pior para conseguir andar), para que o natal daqueles que sofrem, pudesse ser um pouco melhor (é realmente esta percepção, de que chegar ao fim daquela prova, podia representar uma pequena ajuda a quem precisa, que serviu para ir buscar forças para concluir a corrida, em especial quando as pernas já pesavam mais do que deviam e os pulmões pareciam já nem existir - acreditem que esta sensação começou bem cedo, ainda mal tinha soado o tiro de partida). Para que dúvidas não restem nem interpretem mal este texto, quero deixar expresso que não tenho nenhum relacionamento com o grupo hoteleiro a que aqui me refiro, mas também não queria deixar passar tão nobre gesto, repito, numa altura em que o mais fácil é olhar para o lado perante o sofrimento dos outros.