Com a chegada de 2015, chega também uma nova governação atendendo a que as eleições para a Assembleia Legislativa da RAM deverão decorrer, ao que se diz, até ao final do primeiro trimestre. Não são umas eleições triviais. São as primeiras, em quase quarenta anos, em que Alberto João Jardim não será candidato, o que até seria uma boa notícia se quem o substitui não tivesse também andado enrolado nas políticas desastrosas que nos trouxeram ao dia de hoje. Não basta rebelar-se contra o chefe para passar a ser a solução. Não chega queixar-se do chefe, da sua falta de democracia e apontar os seus erros para se descomprometer com o desastre governativo. Afinal de contas o senhor que se segue não será assim tão diferente pois até nem conseguiu evitar a vertigem, prematura, de pedir uma maioria absoluta nas próximas eleições sem ter apresentado uma única ideia e este é, desde logo, um facto preocupante. Ao que parece deixámos de ter um absolutíssimo para termos um absolutista. Claro que estas minhocas na cabeça surgem também pelo gás que lhe foi dado pela comunicação social, mormente nestas últimas semanas, em que certa imprensa que critica, e bem, o Jornal da Madeira, por vezes conseguiu superá-lo tal foi o exagero das coberturas dadas ao processo eleitoral no ainda partido do governo. Quanto às oposições cabe-lhes perceber que é agora ou nunca que se podem unir para construir um novo caminho, com uma marca de esquerda que coloque as políticas sociais no centro da governação, por contraponto à política do betão que deu no que deu. Precisamos de um entendimento alargado que dê ao nosso povo uma renovada esperança que não seja meramente cosmética. Nessa coligação deverão estar todos os que quiserem operar a verdadeira Mudança que as últimas décadas nos negaram. Se não soubermos perceber que o futuro da Madeira e dos Madeirenses depende de nós, do nosso sentido de Responsabilidade e Compromisso, cometeremos o erro do século. Todos somos necessários para debelar a febre laranja.
Jaime Leandro Secretário-Geral do PS-M