Olá bom dia caros leitores e leitoras. Neste novo ano, nada melhor que entrar com “aquele” tema fantástico, que faz correr sempre muita tinta: o sexo. E como o sexo não tem religião, começo por uma atitude de rebeldia, tipo Charlie Hebdo, pegando na recente afirmação do Papa Francisco a 11 mil metros de altura, quando disse que os bons cristãos não têm que se reproduzir como coelhos. Como católico apostólico romano, batizado e crismado, agradeço a recomendação, mas sua Eminência ignora que essa preocupação não se coloca em Portugal, pois umas vezes vivemos na fase Pavloviana do reflexo-condicionado, e outras numa caixa de Skinner, num Condicionamento Operante que nem uma visita ao Templo de Diana melhora. Fica a saber também, que falar em coelhos neste Portugal pós-troika, tira o tesão a qualquer um, já que andamos há muito com as ameixas murchas à conta das políticas de um. A bem dizer, mesmo sem aquele sexo puro e duro que todos gostamos, existe na população um tão grande desconforto que a impede de se sentar direita. E posso garantir que isso não tem nada a ver com a acentuada protuberância que a estátua do melhor do mundo, encomendada pelo governo e paga pela família do homenageado tem, porque muitos adoram tirar fotos de costas para a mesma e dizem que o fazem com imenso prazer. E o que dizer da situação que se viveu neste jardim à beira-mar plantado, que numa novela digna da digníssima Teresinha Guilherme, coroou o sucessor de 40 anos de alguma democracia musculada? Foi um espetáculo da televisão regional com honras de passadeira vermelha, só ao alcance dos eleitos. Assim se provou que aqui também se fazem cerimónias dignas dos Óscares. Foi como ver Zeus no Olimpo, entre as nuvens do sabor da vingança, com muitos homens na terra em adoração. Agora esperamos ver de facto o que foi concedido em direito interno, para ver “aquela” laranja fresca e rejuvenescida, após o prometido curativo à bicharada que grassou na plantação e a tornou azeda, fazer o efeito desejado. É outro tipo de sexo, dirão alguns, mas como cada um obtém os prazeres da vida conforme melhor posiciona o corpinho, tudo bem. Ou como muito bem diria o imperador romano Júlio César “Alea jacta est”. Até breve.
João MM Castro Psicólogo Clínico