A.A. Na qualidade de leitor do DN, deparei-me (em 25.01.2015) com uma carta intitulada “O Sinergismo de Albuquerque” sobre a qual decidi expressar a minha opinião.
Antes de mais, começo por referir que a moção do Dr. Miguel não é nenhuma cantiga. Pelo que sei, a mesma foi e continua a ser admirada por muitas pessoas que refere como “idiotas úteis”, quer Regionais, quer Nacionais.
Os comentários que faz sobre alguns pontos da Moção parecem-me completamente descabidos. Recorre a uma definição de âmbito Religioso quando o assunto abordado é uma área completamente diferente, ora veja-se «Defendemos um modelo misto, onde se cria um sinergismo útil para o doente, entre os sectores público e privado, é o mais eficaz, financeiramente o mais sustentável e onde todos os indicadores conhecidos favorecem esta opção.» (p.32). Parece-me mais evidente utilizar a definição isolada ou a de âmbito da saúde, todavia, para bom entendedor meia palavra basta.
Ao que refere como “Bacia do Atlântico como Província Estratégica”, o que está redigido é «Bacia do Atlântico como Província Energética» (p.21), sobre este assunto a Moção é muito clara, como é óbvio para que tem visão de futuro. A título de exemplo, posso referir que os transportes marítimos de curta distância (navios que circulam no Atlântico movidos a gasóleo), por força das emissões de poluentes, terão de ser substituídos por outros movidos a gás natural liquefeito. A Madeira, devido à sua localização e se devidamente preparada, tem fortes possibilidades de vir a ser um centro de abastecimento deste gás à navegação internacional.
No que concerne aos transportes, a Moção refere claramente quais as necessidades da região, bem como a sua importância para o desenvolvimento económico e social. Quanto a este assunto, recentemente têm vindo a público algumas medidas que já estão a ser tomadas pelo Dr. Miguel, por exemplo, negociações com o Primeiro-Ministro, entre outras.
Relativamente aos restantes assuntos abordados, nem merece qualquer tipo de observação. Para quem leu a moção “de ponta a ponta”, a menos que tenha sido na horizontal, deveria estar perfeitamente elucidado visto que esta é de fácil leitura e muito clara.
Em género de conclusão, não tenho a mínima dúvida que o atual PSD, com o Dr. Miguel como Presidente, não se deixará afetar por tomadas de posição tendencialmente negativas, que têm como objetivo evidenciar os que pouco trabalham e que apenas sabem destruir. Ser oposição não é só destruir, por vezes, é necessário aceitar com naturalidade a posição atual do PSD-M, de modo a contribuir para uma melhor qualidade de vida dos Madeirenses e Porto-Santenses.