Mário da Silva Jesus Este cidadão comum, sem qualquer referencia em particular ou especial, somente e meramente mais um cidadão, como tantos outros, deste “pequeno burgo”, atento ao que o rodeia no dia-a-dia, deste mundo cão, selvagem e cheio de apocrisia e do faz-de-conta, mal-amanhado, mas, contudo tem o gosto e saborear o prazer, procurando acompanhar o que se passa pelo mundo e “arredores”, através da imprensa escrita e falada, mas com um nome devidamente identificado, “Je suis Mário Jesus”.
E, á boa maneira bem aportuguesa, sou obviamente pela liberdade de imprensa, mas recuso-me assumidamente a ser mais um “Charlie”, pois agora está muito na moda, quando em Portugal, apenas se vendiam meia dúzia de exemplares daquela edição, e poucos conheciam mal e porcamente aquele jornal, se não fossem, infelizmente, as desgraças, reprováveis e condenáveis que ocorrem na redacção daquele jornal. Ao ler a imprensa, nem que seja através das páginas online, que os jornais diários nos proporcionam, já começo a ficar farto de tanto “Je suis Charlie”. E porquê? Alguma imprensa portuguesa fala de tanta liberdade de expressão, e pedem-nos a nós leitores para haver solidariedade com o “Charlie”, e comprar o citado, como homenagem a todos aqueles “que fazem jornalismo através do desenho”.
Mas se me permitem, que liberdade temos nós nalguma imprensa portuguesa? Aqueles mais interessados e “quiçá”, e mais atentos, como leitores escritores de cartas, ficam como eu, indignados, quando cada dia que passa, alguns jornais infelizmente, da nossa “terra”, nos cortam o “pio”, como a canção de Francisco Fanhais, que em certa altura, do seu poema diz…”cortaram o bico ao rouxinol….rouxinol sem bico já não sabe ou não pode cantar…(é mais ou menos isto, que diz a canção). Neste momento e infelizmente é que o se está a passar na nossa imprensa, aos poucos vamos sentindo a falta de liberdade de expressão, e cortam-nos lentamente o nosso “bico, como diz a canção. Mas, por outro lado apelam, para a solidariedade de homenagem `*àqueles, que fazem jornalismo através do desenho”. Chamo a isto hipocrisia.