Manuel de Brito Acabei de ler no DN um louvor do Governo Regional, onde é enaltecida a gestão do Dr. Miguel Ferreira enquanto presidente do conselho de administração e diretor clinico. É um direito que assiste a quem ainda nos governa, só que o louvor esquece e não refere, os milhares de doentes em lista de espera para cirurgias e exames complementares ou as faltas de medicamentos. O louvor esquece e já não se lembra, da prepotência com que foram tratados muitos profissionais, o desprezo pelas instituições que os representavam, o impulso arrogante das suas decisões solitárias. O louvor esquece e não exige, a necessidade de um rigoroso esclarecimento dassuas múltiplas e facetadas “obras”, tantas vezessustentadas por opções técnicasmuito discutíveis.

Lamento sinceramente que quando muitosjá aguardam também um novo ciclo para a saúde regional e procuram “esquecer” com tolerância cristã estes últimos anos de degradação do nosso Sistema Regional de Saúde, o ainda governo num gesto insensato e de provocação gratuita, venha reacender uma indignação ainda latente.

Este louvor também coloca numa situação seguramente desconfortável os atuais responsáveisque ainda há poucos dias foram nomeados por este mesmo governo.

Mas este louvor levanta obviamente uma questão: perante tanta competência e publico reconhecimento do esplendoroso legado deixado pelo Dr. Miguel Ferreira e Drª Sidónia, porque foram então demitidos? E porquê tão bruscamente ….logo no dia anterior às eleições do PSD-M!