Manuela Teixeira “Denomina-se a arte ou ciência da organização, direcção e administração de nações ou Estados” - Fonte Wikipédia No estado em que se encontra a nossa sociedade, onde esta arte ou ciência está totalmente desacreditada, estamos cansados, cansados de promessas. Cansados de trabalhar e ver os nossos esforços deitados por terra, nas mãos de gente que supostamente está a trabalhar para nós, aos quais todos pagamos e das poucas coisas que se vai vendo é pensarem apenas neles próprios. Senão vejamos, mandamos os nossos filhos, os que ainda podem, tirar cursos superiores para terem um futuro melhor, que erro, essas vagas já há muito estão preenchidas, para aqueles que possuem o factor c (unha). Enquanto os nossos filhos que tiveram de batalhar e lutar lado a lado connosco no meio de grandes dificuldades, os únicos trabalhos disponíveis, ou é a recibo verde, ou então estão demasiadamente habilitados. É ver alguns deles que já tinham a sua vida mediamente encaminhada, onde deveriam estar a planear filhos, a adiar a maternidade, pois não há condições, mas é preciso crianças, para pagarem as grandes pensões vitalícias, aos senhores que agora trabalham para nós, pois com muita sorte e porque terão dinheiro para isso vão viver até aos 100 anos, enquanto os pais trabalhadores, estão a morrer nas urgências dos hospitais, por falta de atendimento. É ver jovens com os seus carros meio pagos, sim porque quando não foram estudar, ainda havia uns trabalhos e então metiam lá os miúdos a pagar um carro, que agora entregam, mas ainda ficam com a dívida porque como é óbvio o carro já não vale nada, e então ficam com o nome no banco de Portugal como maus pagadores, porque o pai e a mãe, mal aguenta quase ainda lhe dar comer, quanto mais pagar dívidas. A sério, esta arte defende alguém? Esta classe defende alguém que não seja ela própria. Somos nós que vos pagamos para nos darem condições melhores de vida, bons cuidados de saúde, de educação para os nossos filhos, e vocês o que fizeram transformaram o país num lugar sem opções onde vemos o desespero estampado no rosto daqueles que se vêm neste pântano que se tornou trabalhar e viver. É filhos a regressar a casa dos pais e como também já são pais, já não é uma boca para dar de comer, são mais duas ou três, conforme. Estes pais que deveriam estar a gozar os seus rendimentos que se vêm a braços com estes dramas. Chega de promessas, chega de ilusões, a nós compete reivindicar como patrões aos seus funcionários, que políticos façam devidamente o vosso trabalho, senão as leis que criam para que os trabalhadores sejam demitidos a torto e a direito, também seja utilizada com vocês. O Povo unido jamais será vencido.