Ex-vereador de um pequeno partido, ex-militante nº 57 da JSD do tempo de Albuquerque, dizia que o importante era deitar abaixo o Jardim e que terminada esta batalha, voltaria a ser ecologista. Um membro da Comissão política do PS apoiante de Victor e depois militante ativo de António Costa, unia todos contra Jardim e depois renasceria a Democracia. Hoje com mágoa vê a desgraça da «Mudança» cada vez mais paralisada. O PCP caracterizou o Jardinismo, pela boca de Edgar Silva, licenciado em teologia, no Congresso em que foi eleito para o Comité Central, como sendo a governação de direita do PSD na Madeira sob a batuta de Alberto João, caracterizado pela promiscuidade entre a vida pública e os negócios privados, os negócios do triângulo do betão, de uma nova classe dominante que vive do Orçamento de Estado, das obras públicas, dos lugares na administração regional através do cartão laranja… uma democracia musculada, vigiada e persecutória. Jardim partiu a oposição. Jogou no ego de partidos sem escrúpulos, dissidentes destes e daqueles partidos que só existem por causa do jackpot e do apoio da Comunicação Social. Jardim prometeu abdicar do trono. Os seus delfins aguentaram até ao fim para serem, escolhidos, mas em vão. Albuquerque, homem urbano, que não liga á música pimba, mas ao jazz ( que também é popular), o homem que sabe passar a mensagem na Comunicação Social, cedo se apercebeu que o político não existe se não for visto. Fiel ao seu catecismo, criou uma imagem, argumentou rápido com uma linguagem oposta a Jardim. Jogou na ressonância mediática, na espetacularidade… Será que Albuquerque, e o seu PSD tem ideias de como arranjar dinheiro para pagar a dívida pública e privada? Construirá um novo Hospital sem terreno e sem dinheiro? Já se esqueceu da entrevista no «Cidade» em 2008 em que dizia que o atual Hospital estava bem equipado? Afinal onde estão os pontos fortes e fracos do Plano de Desenvolvimento Económico e Social ? Sabemos que o PSD renovado abraçará Passos Coelho e fará a política que o PSD/CDS defende na República. Para combater esta política de falsa renovação do PSD, urge reforçar a CDU, refúgio de combate e alternativa a sério à política de direita.

Dírio Ramos