Diogo Abreu Após ter publicado a notícia sobre a DGES considerar o valor do apoio do governo regional da Madeira, para o cálculo do rendimento per capita do agregado familiar, fui tentar perceber mais sobre o assunto, e, recorri ao Público, para perceber o que se passava para que tal acontecesse. Através do Público, o MEC afirmou que “os apoios dos governos regionais não devem ser tidos como rendimento do agregado familiar”. Até porque, segundo o regulamento de atribuição do apoio à frequência do Ensino Superior do governo regional da Madeira, resolução n.º 1133/2013, “A atribuição do Apoio, para a frequência de cursos fora da Região Autónoma da Madeira, destina-se a compensar os acréscimos de despesas resultantes da deslocação e instalação dos estudantes.”. No entanto, para surpresa dos estudantes, poucos dias depois, o MEC manda alterar a notícia e muda a sua opinião radicalmente, dizendo nesta última que, “o MEC tem o entendimento de que os apoios dos Governos Regionais devem ser tidos como rendimento do agregado familiar”. Sem perceber a ironia e a contradição da notícia, contactei o Público que justifica: “O MEC enviou uma resposta e, depois de publicada a notícia, enviou outra e pediu que fosse alterado. Pelo que soube entretanto, houve alguma pressão por parte de alguns Serviços de Ação Social junto da DGES que terão levado a isto.”. É mais fácil ir contra os estudantes, do que contra a pressão dos vários SAS, que consideram o apoio como um rendimento. A justificação para esta injustiça é nenhuma, não existe nenhuma explicação para ser considerado um apoio que é atribuído para compensar as diferenças de custo de vida. Ficam apenas o silêncio das respostas, a injustiça contra os madeirenses, e a esperança que um dia, os estudantes consigam ter voz.