E já estamos em 2015. Com muita esperança de que não se repitam as dificuldades dos últimos anos e que seja pior do que 2016, um sinal de que será sempre a melhorar até à próxima década. Que desapareçam as tais nuvens negras que as grandes mentes do governo já não conseguem ver no futuro do país e que regressem os tempos antes de 2010. Aliás, o preço dos combustíveis parecia dar uma alegria ao povinho, mas foi sol de pouca dura. Há uma barreira psicológica no limite de um euro que as refinarias não querem deixar que o preço caia e logo que estávamos quase lá, vem a tal fiscalidade verde. Mas verde não era bom?! Não seria suposto que qualquer coisa verde (tirando o Sporting) só traz benefícios a esta geração, logo seria lógico…. Pelo menos conseguimos encher o depósito do carro para andar à procura das tais luzinhas que alguns “estudantes” prometeram para estas Festas. E gente para aí a pensar que o tal senhor arquiteto que escureceu o cais do Funchal, colocou um estendal na rotunda do porto e um ovni na Cruz Vermelha não iria ter muito sucesso nos próximos tempos, não é que já tem garantida a obra do edifício da Segurança Social e por um preço que é o dobro da média dos concorrentes?! Quando a média das propostas andaria nos 90 mil euros, o júri decide vitoriar a proposta de 150 mil do tal mágico das luzes. Mágico porque quanto mais acende menos vemos! Essa coisa do preço mais baixo, acreditem, não vale nada para os júris que decidem estes concursos públicos. Parece que também não vale nada para o ministério público… Arquiteto da luz está garantido, o que não está bem certa é aquela senhora que não acerta uma no Turismo. Vai ser melhor candidatar-se à associação de patinagem, parece-me que não tarda em levar com eles, os patins! Dá-lhe gás e leva o Joãozinho das festas, o tal que se demite para a semana e que não conseguiu safar o seu delfim de uma derrota clara. Há alguns anos que deveria ter arrumado as botas, finalmente em 2015 percebe que contra fatos não há argumentos, por mais que vocifere contra maçonaria e Blandys, senhorios e Madeira velha. As derrotas com o sr. Silva, com Passos Coelho e agora com a máquina do PSD-M, a juntar à vergonha que foi ter de negociar e assinar uma declaração de responsabilidades (leia-se PAEF) que os madeirenses vão pagar por muitos anos, não lhe tiraram a arrogância de continuar a ameaçar e a insultar tudo quem é contra, como o prova a relação com os vários candidatos “não alinhados” dentro do partido. Jardim foi importante na forma como assumiu a liderança de um governo que dispôs de grandes condições económico-financeiras e soube aproveitá-las porque estava lá. Qualquer um faria o que ele fez, muitos fariam melhor sem desbastar tanto o erário público, sem criar os atritos com a república que levam a uma discriminação negativa com os Açores, sem as consequências desastrosas no fardo económico dos madeirenses. E não precisava mesmo, antes de ir embora, de afundar mais 600 mil na marina do vice. 2015 vem sem Jardim no poder, mas quem fica esteve três décadas ligado ao jardinismo. Por isso, caro conterrâneo, as moscas podem mudar, mas…leva muito tempo até que desapareça a porcaria. Igualzinho ao derrame de água da minha vizinha. Todos falamos dele, até a autarquia sabe que a água que os cães e gatos não bebem corre estrada abaixo. Mas se ninguém reparar o derrame, aquela água vai sempre descer a rua, desaproveitada, para o mar. E a água já corre, derramada, desde o ano passado…

Paulo Gomes